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Após caso da China, Franca se preocupa com calçados do Vietnã e da Indonésia

Medida anti-China ajuda a conter números negativos, como os aferidos em 2015: queda de 7%

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Brigagão e Klein comentam medidas protetivas (Foto Arquivo JF)

A extensão da política antidumping por cinco anos trouxe alívio aos polos calçadistas. Em Franca, conhecido pela produção de sapatos masculinos, a medida foi comemorada por empresários e entidades ligadas ao setor produtivo.

O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), José Carlos Brigagão do Couto, afirma que a recessão do mercado interno aumentaria caso a sobretaxa fosse derrubada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).

O dirigente não teme que a China leve o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), responsável por julgar pendências econômicas entre as nações. “A nossa defesa foi bem feita, eles não vão conseguir contornar a resolução”, opina.

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Couto se preocupa ainda com a entrada em massa de calçados de outros países, como o Vietnã e a Indonésia, que não estão sobretaxados.

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, acredita que a medida ajuda a conter números negativos, como os aferidos em 2015, quando a produção caiu mais de 7%.

“A renovação da sobretaxa dará mais tranquilidade para os produtores nacionais planejarem um ano que será difícil, mas que seria muito mais”, pontua o dirigente, por meio da assessoria de imprensa da entidade. 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região