
Não bastasse a dificuldade de atendimento registrada nas unidades de saúde de Franca, a baixa umidade do ar — causada pelo tempo seco e o crescimento das queimadas em diversos pontos da cidade — começa a preocupar as autoridades de saúde;
Franca, que há dois meses não tem chuvas, já entrou no estado de atenção: o índice de umidade do ar está abaixo de 30% e isto ainda pode se agravar, pois não há previsão para chuvas nos próximos dias. Segundo a Organização Mundial de Saúde o ideal é entre 50% e 80% de umidade relativa do ar;
Historicamente, a queda de chuvas durante o inverno no município já é baixa e neste ano está pior, por causa de uma massa de ar quente que atinge praticamente todo o Estado de São Paulo. E por causa disso, o registro de queimadas cresce não só na zona rural mas também no perímetro urbano, o que causa prejuízos ao sistema respiratório.
Diante desta situação, profissionais de saúde se preocupam diante da rotina que o francano está vivendo. O aumento do número de casos confirmados do novo coronavírus (os mortos já ultrapassam as duas dezenas) tem impactado todo o sistema de saúde do município, prejudicando quem busca atendimento por problemas respiratórios.
Por causa da covid-19, as unidades de saúde de Franca suspenderam o atendimento a pacientes que fazem inalação, levando quem tem moléstias respiratórias (como rinite e bronquite, entre outras) a buscarem alternativas “caseiras” para melhorar o quadro.
Além da higienização da casa, o uso de panos molhados e baldes para melhorar o trânsito respiratório, o médico Rubens Pereira Santos, em entrevista a um programa de TV, destaca a necessidade do paciente buscar outras alternativas: ingestão de vitaminas A, C e D, entre outras, e uma hidratação satisfatória.
Segundo ele, o ser humano precisa tomar no mínimo dois litros de água por dia, o que também serve para amenizar os efeitos de uma doença respiratória que ainda hoje atinge um grande contingente em todo o mundo.



