
Uma decisão do
juiz de Direito Miguel Pena, da Vara da Fazenda Pública, publicada no site do
Tribunal de Justiça, atende a pedido do Ministério Público e mantém bloqueados
três terrenos pertencentes à Emdef (Empresa Municipal do Desenvolvimento de
Franca), que haviam sido vendidos à empresa TAF – Imobiliária e Construtora,
que pode, agora, ficar no prejuízo.
O problema é que
a negociação não poderia ter ocorrido, uma vez que há um bloqueio judicial dos
bens da Emdef em razão de uma ação por improbidade administrativa, interposta
em 2012 pelo promotor Paulo César Correia Borges, no valor de R$ 1,3 milhão à
época.
A empresa, que
tem como sócio-administrador Fábio Celso de Almeida Liporoni, adquiriu os lotes
por um valor tido como abaixo de mercado pelo Ministério Público. “Os
imóveis foram vendidos, conforme afirma a embargante, pelo valor total de R$
111.084,00, sendo cada um, portanto, alienado pelo ínfimo valor de R$
37.028,00. Isso no final de 2014!!! É notório que o preço de terrenos na cidade
de Franca, naquele período, é muito superior, o que reforça a fraude à
execução.”, diz a manifestação do MP.




