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Pessimistas morrem dois anos antes das outras pessoas, sugere estudo

Pesquisa cruzou informações de saúde de voluntários com a percepção que eles têm sobre a vida

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O ​modo como você planeja e encara a rotina pode ser decisivo para a sua expectativa de vida. 

Pelo menos é isso que sugere um estudo feito na Austrália e publicado na revista Nature na última terça-feira (28).  

Pesquisadores do QIMR Berghofer Medical Research Institute descobriram que pessimistas tendem a morrer cerca de dois anos antes das outras pessoas – sejam elas realistas ou otimistas.

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A equipe aplicou um questionário para cerca de 3.000 participantes com 50 anos ou mais e os pesquisadores qualificaram os grupos em escores de pessimistas e otimistas. 

Os participantes receberam uma pontuação em uma escala de otimismo-pessimismo, com base no quanto eles concordaram ou discordaram das afirmações.

O teste continha frases otimistas como “Estou sempre otimista sobre o meu futuro” e “Eu sempre olho para o lado positivo das coisas” e pessimistas como “Eu quase nunca espero que as coisas sigam do meu jeito” e “Se algo pode dar errado para mim, vai dar”.

A partir das marcações, as pessoas acumulavam pontos até obterem um resultado final. 

Após a classificação, os cientistas notaram que aqueles que pontuaram mais como pessimistas tendiam a morrer, em média, dois anos antes do que os não pessimistas. 

Eles estavam mais expostos a doenças cardiovasculares e outras causas de morte, exceto câncer.

“Pode-se pensar que as pessoas pessimistas não cuidam de si mesmas e de sua saúde. Elas podem pensar que não há sentido em seguir conselhos sobre dieta, exercício e assim por diante”, afirmou o bioquímico John Whitfield, o principal autor do estudo, em entrevista à ABC Australia.

Embora o estudo sugira a morte precoce dos pessimistas, isso não significa que ser otimista ao extremo faça a pessoa prolongar a vida.  

Os pesquisadores notaram que os altos escores de otimismo não se correlacionavam com uma expectativa de vida mais curta ou mais longa.