Este levantamento faz parte de um trabalho preparatório da Unesco para o Dia da Mulher que será amplamente divulgado na mídia na semana que vem e que você já confere aqui.
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| As crianças e adolescentes do sexo feminino são as principais vítimas |
A conclusão é da Unesco, no Brasil, faltam dados precisos sobre a evasão escolar no caso de crianças do sexo feminino. Pelo levantamento deste órgão da ONU, há quase 1,6 milhão de meninas que nunca irão à escola, isso em todo o planeta. No mundo, o número é duas vezes maior de meninas fora das escolas do que de meninos. Esta entidade mundial está agora levantando esta situação porque no próximo dia 8 de março, Dia da Mulher, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pretende fazer um alerta mundial sobre este problema. O Brasil também aparece, no Atlas sendo preparado, como um país sem dados estatísticos específicos sobre gênero na educação básica. É o Atlas de Desigualdade de Gênero na Educação, já disponível na Internet, sendo divulgado pela própria organização. De acordo com a Unesco, as meninas são as primeiras a ter negado o direito à educação. A desigualdade segue crescente principalmente nos Estados Árabes, na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental. Na África Subsaariana, 9,5 milhões de meninas nunca entrarão em uma sala de aula. No caso dos meninos, serão 5 milhões, quase a metade do problema. Eliminar de vez as raízes do problemas e as desigualdades de gênero é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, atualmente, uma em cada oito crianças entre 6 e 15 anos está fora da escola e as meninas são as primeiras a serem excluídas. Mais de 63 milhões de meninas no mundo inteiro não recebem educação formal. “Nunca alcançaremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se não conseguirmos vencer a discriminação e a pobreza que muito prejudicam e paralisam a vida das meninas, das mulheres enfim, de geração a geração”, comentou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova,no lançamento desta campanha que antecede a luta cidadã, cultural e humanitária do Dia da Mulher, semana que vem. Nosso blog se alia a esta luta maior.





