
A pandemia do novo coronavírus prejudicou o transplante de órgãos no estado de São Paulo. De janeiro a março deste ano, enquanto a doença ainda não estava em níveis avançados, foram 236 transplantes de órgãos como coração, fígado e pulmão. No trimestre seguinte, de abril a junho, já na quarentena, foram 180, uma queda de 24%.
A explicação é que a pandemia desmontou parte dos serviços hospitalares, que passaram a ser usados para tratar pacientes com Covid-19. Além disso, órgãos infectados pelo coronavírus foram descartados. A boa notícia é que é possível ver uma retomada dos transplantes.
“Agosto já teve uma recuperação de mais de 17%, então a tendência é que, continuando o aumento da doação, a gente recupere os números que foram perdidos no pior momento da pandemia”, afirma a médica Luciana Haddad, membro da Associação Brasileira de Transplantes de Órgão.




