Por exemplo, o excesso de inseticidas não está resolvendo o controle, polui o ambiente e prejudica a saúde humana: urgente aprimorar o sistema de combate a esse novo fantasma da saúde pública, confira.
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| A estratégia de guerra contra este fantasma real da saúde pública não está funcionando como deveria |
Especialistas na área de saúde pública e meio ambiente, como Francisco Chiaravalozzi Neto, da USP, sites de notícias como do Estadão e Carta Maior, estão alertando sobre o excesso de inseticidas no combate ao novo fantasma brasileiro, o Aedes aegypti, na guerra contra doenças graves como são a Dengue, Chikungunia e Zika Vírus. Por aqui no interior paulista e em todo o país, levando em conta o gradativo e constante aumento de casos, não tem sido tão efetivos como poderiam os programas de controle do mosquito vetor dessas doenças. Essa é a opinião também da especialista e pesquisadora a professora Lia Giraldo da Silva Augusto, que em entrevista por e-mail à IHU On-Line, ela que vem atuando principalmente na área de saúde coletiva, ressalta que a ideia da guerra abriu portas para um “vale tudo” para combater o mosquito, como o uso de venenos como oMalathion, nocivo aos seres humanos e ao meio ambiente como um todo. Drª Lia Geraldo argumenta também que “a linguagem bélica mobilizada para o controle vetorial também precisa sofrer transformações, pois o conceito até hoje utilizado é de que o mosquito é o inimigo. Na verdade, nós os humanos, é que criamos política, econômica e socialmente as condições socioambientais para que ele, com sua robustez biológica, tenha sucesso em sua procriação”. O fato é que a resistência adquirida por este mosquito já está comprovando a insustentabilidade do modelo químico-dependente de controle vetorial, pois já é sabido há muitos anos que os venenos como sequela desenvolvem e/ou aumentam a frequência de insetos portadores de mecanismos de resistência aos inseticidas e larvicidas. É o que vem ocorrendo com o tipo oficial de combate ao Aedes aegypti. Outros especialistas advertem que é essencial a cautela no uso dos inseticidas, sendo também que a resistência dos mosquitos aos produtos indica que é urgente uma substituição periódica do tipo de inseticida. Um problema da gestão do problema por parte das autoridades públicas e políticas, por aqui e em todas as regiões, que deveriam também por em destaque as causas socioambientais. O uso massivo de venenos como o Malathion, a diminuição das áreas arborizadas nos espaços urbanos, a questão dos pontos negros de lixo nas cidades, vários são os pontos deficientes da ação contra este novo fantasma da saúde pública no Brasil, em muitos casos e lugares, combatido mais politicamente do que com medidas realmente técnicas. Esta situação poderá agravar a já precária defesa pública a esta série de doenças transmitidas por este vetor. Além do mais, os casos de doenças desse tipo segundo dados do próprio Ministério da Saúde aumentaram 48% nestes três primeiros meses de 2016, houve mais de 75 mil casos de Dengue, recentemente, sendo que em 15 dos estados brasileiros os quadros comparativos mostram um aumento gradativo deste problema de saúde pública e ambiental. Ou seja, o clima de guerra não está funcionando. É preciso algo mais, inclusive, tecnologia, ciência e gestão pública.
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| O uso massiva o uso de venenos como o Malathion,tem sequelas ambientais e humanas |
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| Essencial também ampliar o enfoque socioambiental no combate a estas doenças |
Amanhã aqui neste microblog mais informações, esteja você onde estiver, paz, Padinha!






