A BBC debate ideias para mudar o mundo e a Organização Mundial da Saúde (ONU) deverá usar os resultados desta pesquisa pública para aperfeiçoar seus programas de alimentação em alguns países: a gente resume algumas das conclusões por aqui.
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| A alimentação mais natural e moderada é um dos maiores consensos médicos atualmente |
Desligar as luzes e olhar as estrelas. Ficar e andar descalço na grama ou na terra. Estas duas foram algumas das alternativas sugeridas por especialistas para uma campanha da BBC, buscando motivar um avanço na saúde e no equilíbrio ecológico das pessoas em geral e em especial de classe média: uma das sugestões de cientistas e de produtores culturais na Inglaterra foi a de jejuar pelo menos uma vez por semana. Parece algo complicado pelo ritmo da vida hoje em dia, mas esta opção já era usada há mais de 5 mil anos por indianos e por chineses ou outros orientais, tanto para a pessoa aumentar o seu autocontrole como para equilibrar o seu corpo pela limpeza orgânica causada pelo jejum pelo menos de certos alimentos que deixam sequelas. No caso dos ingleses, agora dentro desta campanha de busca de melhor condição de vida, esta terceira opção (a de jejuar ao menos parcialmente um ou dois dias da semana) segundo vários médicos que foram ouvidos sobre esta alternativa, esta prática de moderação alimentar poderá ajudar bastante a população dos países europeus, por exemplo, no caso da Diabetes, que tem sido uma das doenças mais comuns na população da UE. Segundo a organização Mundial da Saúde, a OMS da ONU, são atualmente cerca de 350 milhões de pessoas em todo o planeta com Diabetes tipo 2 e esse número deve aumentar para meio bilhão nos próximos 20 anos. É uma doença que os médicos descrevem como “desencadeada por nós mesmos”, por causa de fatores como vida sedentária, consumo excessivo de fast food e bebidas açucaradas, três do erros mais citados na atualidade das sociedades de consumo. A Diabetes é vista como uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue usar efetivamente a insulina que produz, isso leva a uma concentração maior de glicose no sangue. O tipo 1 geralmente se desenvolve na infância e é caracterizado pela incapacidade de se produzir a quantidade de insulina necessária para controlar os níveis de açúcar no sangue. Mas cerca de 90% dos casos são do tipo 2, que é a forma de Diabetes majoritariamente ligada à obesidade, sendo que a obesidade é um dos fantasmas atuais no dia a dia da vida nos países menos pobres. E além da gordura corporal excessiva, há outro fantasma constante é a Diabetes do tipo 2 que pode, em casos mais intensos, levar uma pessoa à cegueira ou forçar a amputação de membros. Esta doença tem se tornado mais comum nos países em desenvolvimento. A China é reconhecidamente a “capital mundial da diabetes”: tem 109 milhões de pessoas sofrendo com o problema, isso representa praticamente 10% da população. Por sua vez a Índia, segundo o Atlas do Diabetes, compilado pela Federação Internacional do Diabetes, tem 69 milhões de pessoas com a doença, cerca de 9% da população. Aqui no Brasil, há 9 milhões de diabéticos (menos de 5%) de acordo com os números oficiais de 2015. Por conta do elo com a obesidade ou com erros na alimentação, grande parte dos médicos de todas as tendências terapêuticas acredita que mudar o estilo de vida e hábitos alimentares pode ajudar a todos os atingidos por estas doenças na batalha por uma melhor saúde.





