Onde está a luz? Onde pensamos que ela está? Fora de nós? No Sol? Na conta bancária? Na nossa família? Na nossa religião, time ou partido político? Nos nossos diplomas? A luz existe em nós. A luz somos nós. E por isso está disponível continuamente, 24 horas por dia. A questão é que nós ainda não nos vemos a nós próprios, não reconhecemos a luz que somos, apenas em algo ou alguém fora de nós. Porquê? Por causa das nossas crenças, da quantidade de informação mental, que impede essa luz de brilhar. Informação escrita e registrada no nosso corpo e mente, que não nos permite aceder, totalmente, a nossa verdadeira essência. O que a nossa mente faz é emitir informação do passado, como um computador, e projetá-la no futuro, criando uma matriz de referências repetitiva, que nos impede de viver o Novo. E se tudo o que criamos no futuro for uma cópia do passado? Uma total repetição apenas com outra aparência? Como nos sentimos, sendo marionetes de uma novela que se repete indefinidamente? A mesma sensação de frustração em tudo o que fazemos, os mesmos receios, o mesmo dia a dia, as mesmas experiências, as mesmas crenças, as mesmas dores, a mesma atitude e a mesma forma de viver tudo isso. Como é viver assim? Então a nossa vida não é mais do que o passado e o futuro, se repetindo ciclicamente. Eu pergunto, e o presente? O aqui e agora? Esse instante. Não é o agora o momento mais importante das nossas vidas? “O momento mais feliz da minha vida foi o meu casamento, foi a minha filha ter nascido, foi ter sido eleito o melhor diretor do ano da empresa, foi ter comprado aquela casa com piscina, foi ter tirado o doutoramento, foi ter comprado aquele Camaro amarelo, foi ter entrado naquele programa de televisão, ter feito aquela viagem maravilhosa aos Estados Unidos (…)” Este é o único momento em que estamos vivos e é o mais feliz da nossa vida, pois é o único que realmente existe. Porque se não for agora, quando será? Para quando o melhor momento da nossa vida? O agora é o único momento em que temos plena consciência de quem somos realmente, porque aquele que fomos no passado e aquele que iremos ser no futuro não existem, são meras abstrações, possibilidades, não são reais, são apenas hipóteses.
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*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.



