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Jovens da Fundação Casa em Franca se habilitam para cursos técnicos do Senac

Casa República deixou de existir e passou a atender adolescentes que cumprem semiliberdade

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Jovens evoluem para semiliberdade e reinserção social (Arquivo JF)

Franca conta com um centro de atendimento socioeducativo de semiliberdade, em funcionamento desde o final de de fevereiro. O local opera no mesmo lugar do Casa República, que deixou de existir.

A semiliberdade está prevista no artigo 120 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ela faz parte do rol das seis medidas socioeducativas estipuladas pelo artigo 112 do ECA para jovens de autores de atos infracionais.

O centro tem gestão compartilhada com a Pastoral do Menor e atende atualmente 15 jovens. De acordo com a assistente social, Marilene Alves dos Santos, a equipe vem procurando envolver diariamente os adolescentes com a medida.

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“Uma das ações foi a construção de um painel das atividades externas dos adolescentes. Temos seis meninos que estão trabalhando e o restante tem atividade voltada para educação profissional com o SENAC”, destacou.

Neste regime, os jovens dormem na Fundação Casa e, durante o dia, sob orientação pedagógica e monitoramento, fazem atividades e são obrigados a frequentar o ensono formal e cursos de educação profissional.

A vantagem da semi é o acesso do jovem à rede socioassistencial, além disso a família está integrada e auxilia no cumprimento da medida. Por conta disso, os jovens conseguem oportunidade de trabalho e outros investem em cursos de educação profissional.

No município, há três centros da Fundação CASA, sendo um de atendimento inicial, um de internação e um de semiliberdade.

Curso Senac

Com o objetivo de proporcionar a formação profissional inicial de jovens, o CASA Semiliberdade de Franca matriculou, no mês de março, dois jovens no curso de rotinas de escritório promovido pelo SENAC da cidade. O curso possui carga horário de 160 horas.

A bolsa de estudo foi possível a partir de uma iniciativa do Ministério Público de Franca, que solicitou abertura de uma turma adequada às necessidades dos jovens que cumprem medida socioeducativa. Para começar o curso, o adolescente precisa ter concluído o Ensino Médio.

Além das rotinas de escritório, o curso vai desenvolver competências em língua portuguesa e matemática, visando aprimorar o domínio da comunicação e permitir que o jovem assimile, associe, compare e perceba as relações que existem entre as operações matemáticas e o dia a dia, como administrar as economias, decidir sobre a prioridade de gastos e adquirir itens necessários.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região