quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 16°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

NÃO DÁ PARA FALAR DE OUTRA COISA

Compartilhar

Vivemos um grave momento de nossa História, com a economia em depressão e uma crise política de proporções gigantescas.

Os últimos episódios desta saga mostram que ainda vai ter muita água para passar sob a ponte. A questão positiva em tudo isso é que assistimos as gigantescas manifestações contra e a favor do governo de Dilma Rousseff sem maiores incidentes, com pouquíssimos episódios de violência. Tudo transcorreu de maneira democrática, com a preservação do direito de manifestar-se que todo cidadão tem.

As gravações feitas pela Polícia Federal, autorizadas pela Justiça, o processo de impeachment agora sob o rito do Supremo Tribunal Federal, tudo isso mostra claramente que, apesar muitas vezes parecer o contrário, nossas instituições estão funcionando normalmente.

Agora, o principal a meu ver, é que nada disso estaria acontecendo se o governo de Dilma Rousseff fosse, no mínimo, razoável. Não haveria manifestações nem contra nem a favor, se as pessoas tivessem saúde, educação, transportes e segurança com qualidade na medida das promessas de campanha e dos impostos que pagam.

Continua depois da publicidade

Os governistas falam em “golpe”, já que Dilma Rousseff foi eleita democraticamente. Mas a Constituição Federal prevê o impeachment, tirando, portanto, o aludido caráter golpista de tal processo. E, apesar do mandato presidencial terminar em 2018, talvez seja tarde demais para recuperar o imenso prejuízo causado pela administração de Dilma. Nossa democracia, assim como várias outras no mundo, sofre com o despreparo e muitas vezes com a falta de consciência política dos eleitores. Isto leva ao poder o candidato com o maior orçamento e o melhor “marketeiro” eleitoral, aquele que coloca na boca do candidato as palavras e as promessas impossíveis de cumprir e as competências que o candidato, em verdade, não tem.

Vejam o caso de Donald Trump que, apesar de prometer construir muros absurdos, tem o apoio de grande número de eleitores e está praticamente credenciado a disputar as eleições presidenciais americanas pelo Partido Republicano, o que, pelo bem do mundo, tomara não aconteça.

Dilma foi eleita ocultando a real situação do país em 2014, quando os números já eram ruins e o crescimento zero, com discursos de campanha inflamados pelos textos de João Santana, que exaltavam estatísticas que não existiam, tanto que logo após a eleição, ela tomou medidas opostas às que defendeu no palanque e que acusava ser a intenção de seu opositor. Mas aí já tinha perdido a credibilidade e o apoio necessário para governar o país. Agora, as Federações e associações industriais, comerciais, de prestação de serviço, a O.A.B., todos estão apoiando é o fim prematuro de um mandato presidencial.

Espero que este momento histórico passe e não deixe marcas violentas, além de devolver o Brasil ao caminho do progresso e da prosperidade de seus cidadãos, já tão sofridos.

*Esta coluna é semanal e atualizada às segundas-feiras.  

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região