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A chance de desenvolvimento sustentável está na água

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E quase todos os problemas de saúde e ambiente envolvem a qualidade da água que está mal em mais de 36% no país: aqui na região houve cavalgada e plantio pela vida do Rio Canoas

Uma cavalgada ecológica de cidadania pelo Rio Canoas na divisa São Paulo-Minas Gerais

Nesse dia mundial da água, por aqui em Franca (SP) repercute a ação dos que plantaram 8 mil mudas durante cavalgada pela vida do Rio Canoas, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, no caso, a cidade de Claraval: todo ano esta é uma iniciativa de pessoas como Ruy Engrácia Garcia e outros integrantes da regional da Sabesp e do movimento ecológico. Em relação à Sabesp, ela hoje está comemorando a notícia: a entidade Trata Brasil coloca Franca em 1º lugar entre as cidades com melhor saneamento básico.  Quando ao Dia Mundial da Água que a ONU desde 1995 celebra nesta data, hoje, nos blogs Folha Verde News Flash de Ecologia algumas informações do relatório “As empresas no mundo da água”, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. A gente lembra que já faz 22 anos que as Nações Unidas declararam 22 de março como a data para um debate em busca de valorizar os recursos hídricos de todo país, de todo planeta. De lá para cá é bem verdade, só aumentaram os desequilíbrios, as agressões ambientais e o processo de escassez cada vez maior deste recurso natural. Para exemplificar este fato: no Brasil a entidade ambientalista SOS Mata Atlântica está divulgando hoje um levantamento feito em 289 pontos do país, em 183 rios, córregos e lagos, mostrando em resumo (como nos explica a coordenadora da campanha, Malu Ribeiro) que a situação deles está má, ruim ou péssima em 36% dos pontos. Bem distante do que proclama  desde os anos 90 a Declaração Universal dos Direitos da Água, 10 artigos que sintetizam a importância de os governos e todos nós irmos à luta pelos recursos hídricos e assim também, pela própria vida. Ainda nestes dias agora, a pianista francesa, que é de ponta no mundo e atua hoje nos Estados Unidos, Helene Grimaud, dentro da luta ambientalista que ela desenvolve  lado a lado com o seu trabalho cult, está lançando o CD Water, interpretando no rítmo da natureza músicas de Brahms e de Liszt. Entre fatos positivos como este e fatores preocupantes, que são a maioria dos acontecimento da atualidade, a gente aqui debate informações, como as que fazem parte do levantamento do Worldwatch Institute, informando que agora em 2016 as cidades ocupam somente 2% da superfície terrestre, mas contribuem para o consumo de 60% da água doce, um bem perecível, que está destruído juntamente com a última ecologia da vida, por aqui e em toda a Terra.

Os recursos hídricos são fundamentais para a ecologia e a economia
A ecologista e pianista Helene Grimaud está lançando o CD Water
Aqui nessa paisagem de alerta existia antes na Amazônia um rio

Informações para abastecer a sua sede de mudanças urgentes na realidade

Por volta da metade do século XXI, sete bilhões de pessoas em 60 países enfrentarão a escassez de água. Uma criança nascida em uma nação desenvolvida consome 30 a 50 vezes mais do que uma outra em um país em desenvolvimento. Pelo menos um em cada três asiáticos não tem acesso a água potável e um em cada dois está desprovido de serviço de saneamento. 50% das pessoas que vivem na África sofrem de doenças transmitidas pela água, como o cólera e a diarréia. Bem, mas para não ficar aqui somente citando problemas, para você matar a sua sede de amor à ecologia, a seguir, algumas soluções técnicas que podem ajudar o processo de desenvolvimento sustentável. A gente só lembra no entanto que em nosso país (e na maioria dos países) não existe ainda uma gestão ambiental que seja sustentável para promover um equilíbrio entre o avanço da economia e a proteção da ecologia. Mas veja aí a seguir algumas alternativas.

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– Utilização da água do mar na indústria e na agricultura

– Desvios de água das zonas com abundância para zonas de escassez de recursos hídricos

– Reciclagem de águas residuais

– Aproveitamento do potencial calorífico das águas residuais como fonte de energia

– Utilização das águas residuais na rega para aumentar a produção

– Novas técnicas de exploração de águas subterrâneas

– Combinação de técnicas de tratamento microbiológico de águas residuais com novas técnicas de separação por membranas

– Nanotecnologia, técnicas de dessalinização inovadoras

– Técnicas de cristalização

– Desenvolvimento de membranas

– Sistemas de tratamento de baixo custo nos pontos de utilização

– Produtos de consumo destinados à eliminação de bactérias, vírus, parasitas e metais pesados

– Aumento da produtividade agrícola da água

– Abordagens agrícolas mais eficientes

–  Agricultura à base de água salgada

– Maior eficiência da utilização da água nas práticas agrícolas (Soluções de redistribuição)

– Reestruturação e recolocação da indústria em áreas de menor pressão sobre os recursos hídricos

– Proibição de emissão de licenças ambientais a indústrias que consumam recursos hídricos significativos  (Instrumentos e regulação econômica)

– Aumento do preço da água em alguns casos extremos

–  Maior regulação para o uso industrial da água

– Proteção do ambiente e respectiva regulação

– Preservação e restauração de ecossistemas que otimizem a captação de água e a mitigação das enchentes

–  Incentivos a programas de economia de água

– Patrocínio de campanhas públicas de educação ambiental para a utilização da água

– Definição de objetivos de redução do consumo de água per capita

(Relatório “As empresas no mundo da água”, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development).

Aqui na reserva de Votarantim já se vivencia uma realidade melhor do que na maior parte do país

Amanhã, aqui, mais informações para você, esteja onde você estiver, paz, Padinha!

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região