
Repetindo janeiro, o mês de fevereiro teve saldo positivo na geração de vagas de trabalho, segundo dados divulgados ontem (22) pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Foram geradas 2.310 vagas no mês, com o surpreendente número de 2.014 apenas no segmento das fábricas de calçados.
Foram feitas em fevereiro, 5.267 contratações de empregados com carteira assinada, havendo, em contrapartida, 2.957 desligamentos, o que resultou no saldo positivo de 2.310 novos postos.
Com os dados de fevereiro, nos últimos 12 meses, Franca teve, porém, um saldo negativo de 507 vagas cortadas. No período foram 59.949 contratações e 60.456 demissões.
Os meses de janeiro e fevereiro representam um quadro diferente daquele verificado na maioria dos meses de 2015, quando a contratação de empregados esteve em constante oscilação.
Setores
O setor de Comércio teve saldo negativo: cortou 64 vagas em fevereiro. Foram 880 admissões com 944 desligamentos. O setor tem 23,2 mil trabalhadores com carteira assinada.
A área de Serviços marcou saldo positivo com a criação de mais 317 postos de trabalho. Foram admitidos em fevereiro, 1.136 profissionais, com a demissão de 819. A área é responsável por dar emprego com carteira assinada a 26.178 francanos.
A Agropecuária também mostrou saldo positivo em fevereiro: admitiu 50 profissionais em suas áreas de atuação e desligou 34. O segmento agricultura emprega 1.004 trabalhadores com carteira assinada em 549 estabelecimentos.
O setor da Construção Civil foi o segundo a registrar saldo negativo de emprego durante fevereiro, segundo o Caged. A área cortou 37 vagas no mês, com contratação de 220 pessoas, mas demissão de 257 no mês.
Para surpresa, a Administração Pública, depois de longos meses contratando, mostrou saldo negativo em fevereiro em Franca. O setor cortou 87 vagas no mês. Foram 4 admissões e 97 desligamentos no mês.
Finalmente, o setor da Indústria de Transformação, que de maneira geral contratou 2.975 trabalhadores no mês passado, mas demitiu 809, com saldo positivo de 2.166.
É na indústria de transformação que se insere o setor da Indústria de Calçados, este com um comportamento surpreendente em fevereiro: criou 2.014 novas vagas. Foram 2.512 contratações e 498 desligamentos.
No país
Para confirmar a tese do primeiro parágrafo desta reportagem do Jornal da Franca, de que Franca está na contramão do país, os mesmos dados mostram que o Brasil fechou 104.582 vagas com carteira assinada em fevereiro, segundo dados do Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira (22). É pior resultado para fevereiro em 25 anos, desde o início da série histórica, em 1992.
Foi o décimo primeiro mês seguido de cortes. A última vez que o país teve saldo positivo foi em março do ano passado (19,3 mil). No acumulado dos doze meses até fevereiro, são 1,71 milhão de postos de trabalho a menos.
Em janeiro, o país tinha cortado 99.694 vagas com carteira. Em todo o ano de 2015, foram 1,5 milhão de vagas a menos, em média.
Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número de empregos cortados é o saldo, ou seja, o total de demissões menos o de contratações no período. Em fevereiro, foram 1.276.620 contratações e 1.381.202 demissões.
Comércio perde 55 mil vagas
Dos oito setores da economia, segundo a divisão do Ministério do Trabalho, o comércio teve o pior resultado.
Agropecuária: -3.661 (-0,23%)
Construção civil: -17.152 (-0,65%)
Serviços: -9.189 (-0,05%)
Administração pública: 8.583 (0,97%)
Indústria de transformação: -26.187 (-0,34%)
Serviços industriais de utilidade pública: -1.066 (-0,26%)
Extrativa mineral: -390 (-0,19%)
Comércio: -55.520 (-0,61%)
Só 6 Estados abriram vagas
Entre os Estados mais o Distrito Federal, apenas seis abriram vagas em janeiro: Rio Grande do Sul (6.070), Santa Catarina (4.793), Mato Grosso (3.683), Goiás (2.327) Mato Grosso do Sul (1.124) e Tocantins (88).
O maior número de vagas fechadas foi no Rio de Janeiro (22.287, queda de 0,6%). A maior variação foi em Alagoas, com queda de 2,72% no emprego, ou 10.085 vagas a menos.
São Paulo 22.110, queda de 0,18%, e Pernambuco cortou 15.874, queda de 1,22%.
Por regiões, a Nordeste foi a que teve a maior variação no número de vagas, caindo 0,89%, e a que mais fechou vagas, em números absolutos (58.349 vagas a menos). O Sul e o Centro-Oeste abriram postos de trabalho:
Sul:8.813 (0,12%)
Centro-Oeste: 4.659 (0,15%)
Norte:-7.834 (-0,43%)
Sudeste:-51.871 (-0,25%)
Nordeste:-58.349 (-0,89%)



