O acesso de crianças com deficiência em escolas regulares é assegurado desde 2009, data em que foi decretado o cumprimento obrigatório no Brasil de todas as normas da Convenção Internacional sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, assinado em 2007 em Nova Iorque.
Mas embora a inclusão venha sendo realizada em Franca, a forma como ela tem ocorrido vem sendo questionada por boa parte dos pais. Eles reclamam que faltam profissionais capacitados para cuidar e acompanhar os filhos nas escolas das redes municipal e estadual em Franca. Como previsto em lei, todas as crianças que têm alguma necessidade especial deveriam ter cuidadores à disposição para ajudá-las nas atividades em que elas sentem dificuldades.
Entre as crianças que precisam de auxílio para participar das atividades na escola está Eduardo Martori Lourenço, 8 anos de idade. Segundo a mãe da criança, Thaise Cintra Martori, ele tem paralisia cerebral e precisa de ajuda para se locomover e realizar tarefas básicas. A criança estuda no 3º ano, na EMEB Professor Domênico Pugliesi, no Parque Residencial Santa Maria.
“Na escola não está tendo cuidadora para nenhuma criança especial e já liguei várias vezes na Secretaria Municipal de Educação. Eles afirmaram que estão esperando o prefeito liberar os profissionais”, desabafou Thaise.




