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O MALABARISTA DO TECLADO

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​Franz Liszt começou a aprender piano com 6 anos de idade. Estudava de 6 a 8 horas por dia porque queria que seus dedos ficassem bem ‘ malhados ‘ com extrema agilidade.  Tinha catalepsia. Por duas vezes foi dado como morto e acordou depois de um tempo.

Filho de um empregado de uma fazenda na Hungria.

Era considerado um galã. Bonito, charmoso, talentoso, estudioso, determinado, conseguia tudo o que queria na vida apesar de ter nascido pobre.

Quando jovem, 18 anos, já dava aulas de piano  apaixonou-se por uma aluna sua, mas o pai dela o mandou embora dizendo que músico não é gente pra casar , não ganha dinheiro nunca, tem vida desregrada e não dá conta de sustentar uma família.

Liszt viajava dando concertos, compôs perto de 700 músicas, foi considerado o INVENTOR do século 19 na música. E seus dedos se tornaram tão ágeis que foi considerado o malabarista do teclado.

Liszt ficou rico mas percebeu que a riqueza não trazia felicidade. Depois de uma vida amorosa intensa e talvez frustrante, se tornou padre aos 50 anos de idade.

Este piano está no museu da Fábrica Steingraber & Sohe em Bayreuth e foi doado a Franz Liszt , que visitava esta cidade onde morava sua filha, casada com Wagner- o compositor.  Numa das viagens, contraiu pneumonia e faleceu a 31 de julho de 1886 em Bayreuth.

Outra curiosidade: estavam à procura de um piano ERARD que teria sido de Franz Liszt. O último concerto neste piano foi em 1904 pelo pianista Paderewski,  no Vaticano, para o papa Pio X.

“Fabricado por volta de 1865 pela empresa francesa Erard, o piano de cauda foi possuído por Liszt durante os últimos 15 anos de sua vida e foi usado por ele, principalmente para compor e ensino. Ele foi perdido após a morte de Liszt, mas foi redescoberto em 1991 pelo pianista italiano Carlo Dominici, o proprietário atual do instrumento, com o seu tampo milagrosamente intacto. Após um período de restauração cuidadosa, este instrumento histórico foi devolvido a ordem de reprodução.” (…) “Após vários anos de pesquisa, ele foi capaz de estabelecer a sua identidade através de cartas escritas por alunos de Liszt e através de correspondência do compositor com a Baronesa Olga von Meyendorff. Outra evidência da sua autenticidade foi encontrado quando, durante a restauração do instrumento, os grânulos foram descobertos no interior; as contas provou ser os desaparecidos da rosário de Liszt, que está agora em exposição no Museu Liszt em Budapeste.

Foi um ser humano como qualquer um de nós, só que descobriu seu talento ainda criança e investiu em si mesmo !

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.