GERALDO VANDRÉ – DISPARADA

Geraldo Vandré é um dos autores mais controversos e , sobretudo, venerados da Música Popular Brasileira. Graças à perseguição sofrida durante o processo ditatorial, acabou por tornar-se uma espécie de símbolo entre os artistas e boa parte da população.
Antes de alcançar o 2º lugar no Festival Internacional da Canção em 1968, com a música “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores” ( ou “Caminhando”) que se tornaria o “hino da resistência” , Vandré já havia tido momentos de glória no cenário artístico nacional.
Em 1966, participou vitoriosamente de três festivais musicais. Esses eventos foram promovidos por destacadas emissoras de TV, que revelaram e projetaram grandes nomes para a música nacional.
No festival da extinta TV Excelsior, no mês de junho daquele ano, Vandré sagrou-se campeão com a música “Porta Estandarte”, criada em parceria com Fernando Lona e defendida pela cantora Tuca, juntamente com o percussionista que viria a se tornar um dos mais importantes do mundo, Ayrto Moreira.
Logo depois, no mês de outubro, viria a conseguir um 2º lugar no Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Rio com “O Cavaleiro”, desta vez contando com Tuca, além de cantora, como co-autora.
No mesmo mês de outubro, Vandré tira o 1º lugar no Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, com a música criada em parceria com Téo de Barros e defendida por Jair Rodrigues, “Disparada”.
Dessas três composições, a que viria se consagrar de verdade junto ao público seria esta última, “Disparada”, tida como a mais vigorosa canção de protesto surgida até então.
Moda- de- viola com sotaque nordestino, resultante da fusão de folclores do Centro-Sul e outras influências, essa, como dizem os autores, “catira de chapéu de couro”, contou com a participação de músicos refinados quando de sua apresentação no festival. Além da voz de Jair Rodrigues, como citado, também contribuíram pra riqueza sonora da obra o Trio Novo, composto pelo co-autor e violeiro Téo de Barros, o violonista e guitarrista Heraldo do Monte e o percussionista Ayrto Moreira.
Trechos marcantes e super aclamados de “Disparada” : “Mas o mundo foi rodando/ nas patas do meu cavalo/ e já que um dia montei/ agora sou cavaleiro/ laço firme, braço forte/ de um reino que não tem rei !”
Nota pitoresca na apresentação foi a utilização de uma queixada de burro como instrumento de percussão. Ayrto Moreira encontrou o objeto numa loja em Santo André e essa inovação conferiu um ar de maior rusticidade ao acompanhamento, além de evocar uma forte visão da seca nordestina.
(Fonte: Material de meu arquivo pessoal de recortes de revistas e Jairo Severiano / Zuza Homem de Mello in “A CANÇÃO NO TEMPO”, Editora 34).
SUMMERTIME, A MAIS GRAVADA
Como sabemos, muitas e muitas canções são regravadas à exaustão, por intérpretes dos mais diferentes estilos, independentemente de serem ou não classificadas como “obras-primas”. Questão apenas de paixão pessoal, talvez. Entre essas canções podemos citar, inclusive, “Feelings”, do cantor e compositor brasileiro Morris Albert , “Yesterday”, de Lennon & McCartney e outras. Segundo aficcionados da pesquisa musical, “Yesterday” teria ao redor de 2.000 regravações mas, a campeã, seria “Summertime”, de George Gershwin, de 1935. Um grupo de colecionadores teria catalogado a soma de 26.000 diferentes gravações completas da canção.
BENY CHAGAS MUSIC SHOW
Grandes originais e primorosas releituras. Tocamos Lee Ritenour, Rosa Maria, Ivan Lins, Bono Vox, Benny Goodman…Coisas que, NORMALMENTE, você não ouve por aí.
Sábado às 9h e domingo às 10h da manhã na Mais Brasil FM-Franca–SP-101,3 Mhz.
Sábado e domingo às 11h da manhã em www.radionovaip.com.br-Ribeirão Preto-SP.
Sábado e domingo às 12 e 20h em www.ponto1000.com- Ribeirão Preto-SP.
BENY CHAGAS Mr. FLASHBACK
Mais Brasil FM-Franca–SP-101,3 Mhz : sábado às 10 e domingo às 11h da manhã
Novaip.com.br – Rib. Preto-SP : sábado e domingo às 12 h
Ponto1000.com –Rib.Preto-SP : diversos horários.
Aguarde mais endereços.
Não abrimos mão de você!
*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.



