É comemorado hoje, dia sete de abril, o Dia Mundial da Saúde. Anualmente, a OMS – Organização Mundial da Saúde -, juntamente com outras organizações internacionais, fazem a escolha de um tema relevante e de interesse mundial. Para este ano, o escolhido é diabetes.
E não é para menos: esta doença, apesar de tratável, a cada ano é responsável por 14,5% do total de todas as mortes que ocorrem no mundo. Somente no ano passado, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes, cinco milhões de pessoas entre 20 e 79 anos foram a óbito devido ao problema.
Ou seja, segundo os dados oficiais, o diabetes tem matado mais do que todas as guerras e conflitos armados e diversas outras doenças juntas. Hoje, no mundo todo, há cerca de 415 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes tipos um ou dois e as previsões indicam que em 2030 este número poderá atingir mais de 640 milhões de pessoas, sendo que 51.9% homens e 48,1% mulheres.
Como é uma doença silenciosa, com poucos sintomas, calcula-se que o número real da incidência da doença á muito maior do que as estatísticas oficias indicam, pelo menos 40% a mais, principalmente nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, onde as pessoas não têm acesso a serviços de saúde de qualidade
Mesmo assim, a grande maioria da população não volta sua atenção e nem toma os cuidados necessários para prevenir e combater esta terrível doença, que é hereditária sim, mas também pode ser controlada e evitada.
Um dos fatores que favorecem o surgimento do diabetes é a obesidade, outra doença graves na atualidade. Ambas têm como uma de suas principais causas hábitos alimentares errados e estilo de vida sedentário. E podem trazer consequências terríveis para a qualidade de vida das pessoas.
Em termos mundiais os custos/gastos com a prevenção e o tratamento do diabetes representam 12% do custo total com saúde, sendo que em alguns países este custo pode chegar até a 20%, indicando a gravidade e as consequências da doença.
O Brasil é o quarto país em número de pessoas com diabetes e o crescimento da doença é em torno de 3% a 3,5% ao ano. Dados oficiais apontam que são mais de 14,3 milhões de pessoas com a doença e pelo menos dez milhões com pré-diabetes.
Em Franca, o atendimento é feito na Casa do Diabetes, unidade de saúde que, volta e meia, apresenta problemas como falta de profissionais, principalmente médicos especializados para esses atendimentos, e de medicamentos específicos para o controle da doença.
Os testes para saber o nível da glicose podem ser feitos em unidades de saúde do município e até mesmo em farmácias, com um custo médio de R$ 5.



