
Através de nota oficial de sua assessoria de comunicação, a concessionária Autovias tentou justificar o atraso nas obras de duplicação da Rodovia Engenheiro Ronan Rocha (SP-345) no trecho de apenas 9,5 km entre Patrocínio Paulista e Itirapuã.
As obras foram lançadas na última quarta-feira, com a visita do Governador Geraldo Alckmin, 18 anos depois da assinatura do contrato de concessão entre o Governo do Estado e a Autovias
O fato foi destacado em duas matérias veiculadas pelo Jornal da Franca nos dias 6 e 7/04, sobre a visita de Alckmin à região, em ato político realizado à beira da estrada, dando a largada às obras que seguirão do trevo de Patrocínio Paulista à entrada de Itirapuã.
Veja aqui a matéria publicada em 07/04
Depois de 18 anos, começa duplicação da Ronan Rocha entre Patrocínio e Itirapuã
Nota Oficial
Veja a nota oficial enviada ao Jornal da Franca pela Assessoria de Comunicação da Autovias e assinada por Fernando Bueno, Diretor Geral da Milagre do Verbo Agência de Comunicação – Assessoria de Imprensa da Concessionária Autovias (Arteris):
“Sobre as informações veiculadas pela imprensa de Franca e região acerca do prazo para início da duplicação do restante ainda em pista simples da Rodovia Engenheiro Ronan Rocha (SP-345) esclarecemos:
Seguindo o que consta no Contrato de Concessões assinado pela Autovias (Arteris) com o Governo do Estado de São Paulo, a concessionária duplicou a rodovia entre os quilômetros 20 e 30 nos anos de 2001 a 2004.
Os 9,5 quilômetros restantes (10,5 ao 20), entre Patrocínio Paulista e Itirapuã, também de acordo com o Contrato de Concessões, deveria ser duplicado quando o trecho em questão atingisse um VDM (Volume Diário Médio) superior a 5 mil veículos/dia. Este número foi atingido em 2011.
O período de tempo transcorrido desta data até o lançamento oficial do início das obras de duplicação, feito pelo governador Geraldo Alckmin, na última quarta-feira (06/04), foi o necessário para o desenvolvimento de uma série de processos – criação e aprovação de projetos Funcional e Executivo junto aos órgãos reguladores, obtenção de diversas licenças ambientais necessárias, entre outros.
Portanto, diferente do que foi veiculado pela imprensa nestes dias, a Autovias não está em atraso com esta obra. A concessionária está regularmente dentro do prazo acordado com o governo paulista”.
Atraso real
Como se percebe, a nota oficial não desmente a informação publicada pelo Jornal da Franca, alterando de 18 para 5 anos o tempo de atraso e apenas confirmando que a obra não se iniciou no prazo estipulado por contrato, alegando outros empecilhos.
Da mesma forma, ainda que não tivesse ocorrido o atraso de 18 anos, as obras, na versão da Autovias, ficaram atrasadas em cinco anos (desde 2011, quando o VDM da estrada foi atingido), portanto, igualmente descumprindo o contrato.
Fim de prazo
A Autovias está realizando a obra também por outro motivo: o contrato de concessão termina em 2018, quando será renovado por uma nova licitação. Caso não cumprisse o contrato vigente, estaria impedida de participar da disputa pela renovação da concessão dos trechos que detém na Cândido Portinari e parte da Rodovia Anhanguera, no perímetro de Ribeirão Preto.
Fim de concessão
Em relação ao atraso, usemos como exemplo, a duplicação da Rodovia Cândido Portinari, em sua mais recente versão de duplicação (entre os km 406 e km 421 entre Franca e o acesso para Jeriquara).
Entre a confirmação da obra, assinatura do contrato e o início da duplicação do novo trecho da Cândido Portinari, apesar de toda burocracia, como licenciamento ambiental e desapropriações, não se passaram mais que 18 meses.
Veja fotos do lançamento da duplicação



