A Apeoesp – Associação dos Professores do Estado de São Paulo – decretou neste sábado estado de greve. A atitude deverá dar ainda mais gás para os boatos que vêm se espalhando nas escolas públicas estaduais de Franca, de que haverá paralisação da categoria por melhores salários.
Durante a semana, pelo Facebook, grupos de Whatsapp e salas de aula muito se diz a respeito de uma eventual greve por conta do anúncio feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) de que os salários aumentariam 2,5%.
Outra motivação seria o cancelamento dos bônus por desempenho, que vem sendo pago desde 2008 e não seria depositado este ano – depois o governador voltou atrás e decidiu pagar.
O problema é que os bônus não são incorporados aos salários e não contam para aumentar, na aposentadoria, os valores dos vencimentos dos professores – a Apeoesp defende que os valores façam parte dos vencimentos mensais dos servidores da Educação.
Até mesmo o secretário de Estado da Educação, José Renato Nalini, afirmou que é preciso rever os salários dos professores e que o piso estadual inicial está abaixo do que determina a Constituição Federal.
Os salários não são reajustados há 21 meses e o piso inicial para uma jornada de 40 horas semanais é de R$ 2 mil está 2,3% do que está previsto no piso nacional dos professores. A média estadual de salários dos professores, segundo o Estado, é de R$ 4,5 mil mensais.



