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De extrema importância, os pés merecem atenção e cuidados especiais

A higiene e os cuidados diários são essenciais para a manutenção do bem-estar e da saúde do corpo

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Os pés são órgãos de extrema importância e, mesmo assim, muitas vezes, desprezados

Quantas vezes você para no dia a dia para cuidar de seus pés? Ou você é daqueles que simplesmente lembram a existência deles quando tem uma unha encravada ou o sapato aperta ou as bolhas castigam? Pois bem, caso esse seja o seu perfil, pare agora. Essa é a recomendação das docentes do Senac Franca Cristiane de Assis Machado e Edmara Cristina Salomão. “O pé é um órgão de extrema importância e, mesmo assim, muitas vezes desprezado. Temos que refletir que são eles que produzem movimentos e permitem uma fácil deslocação no espaço. Normalmente, nós andamos, em média, entre cinco e dez mil passos por dia. Por isso, devemos  cuidar dos pés diariamente, para prolongar sua saúde e garantir conforto”, destaca Cristiane.

Composto por 26 ossos e 33 articulações, unidos entre si por ligamentos e nervos, em uma estrutura particularmente sólida, os pés adaptam-se, com flexibilidade, a diferentes movimentos e terrenos, desde que sejam tratados com o cuidado que merecem. “Infelizmente, não é isso que acontece em diversos casos. Mais da metade dos adultos queixam-se de dores nas pernas ou nos pés, e tudo porque não há esse cuidado correto”, acrescenta Cristiane.

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Os banhos de água fria podem trazer algum alívio, quando há desconforto

Os banhos de água fria podem trazer algum alívio, quando há desconforto. Edmara orienta que, “caso sinta dores ou note inchaços e a presença de pus, vá ao médico imediatamente. Mas também é importante destacar que, além dos cuidados de higiene e saúde, a atenção com o movimento é indispensável, pois uma circulação deficiente provoca graves problemas”.

Então, anote algumas dicas:

  • Para quem costuma transpirar muito, é fundamental trocar de meias com constância;
  • Prefira calçados arejados, mas também mude com frequência;
  • Faça exercícios específicos: movimente os dedos e, para evitar cãibras, puxe o pé para trás;
  • Corte regularmente as unhas, porém, não demasiadamente curtas. Deixe-as em ângulo reto (ou seja, perpendicularmente ao eixo dos dedos do pé, sem arredondar os cantos);

Caso tenha unha encravada, calos, micoses ou outras alterações, procure um podólogo e faça uma avaliação;

Lave os pés em água morna – especialmente ao final do dia, quando eles se encontram cansados e inchados –, sem esquecer as pregas da pele, principalmente entre os dedos, e seque-os bem, evitando a ocorrências de micose e odores.

Escolhendo o calçado


Homens devem evitar sapatos apertados e optar por meias de algodão

Para os homens, a dica é evitar o uso de sapatos apertados e dar preferência para meias de algodão, que facilitam a transpiração dos pés. Já para as mulheres, cuidado com os sapatos com salto muito alto ou bico fino, que podem causar dores na coluna e até mesmo deformar o pé. “Além disso, o salto alto, geralmente, concentra a pressão da pisada no hálux (dedão) e no segundo dedo, podendo ocasionar calos e má circulação do sangue”, explica Edmara.

Quando envolve crianças, a escolha tem que ser de um calçado resistente e com amortecimento. Cristiane afirma que “a mãe deve optar por um sapato que tenha material de boa qualidade e solado de borracha. A criança corre, pula, salta, arrasta o pé no chão, então, o produto tem que ter boa resistência. Dar preferência a palmilhas internas com amortecimento também é importante. Outro ponto de destaque é experimentar os sapatos antes de comprar e testar com a meia que for usar no dia a dia, se for o caso”.

Com atenção especial para cada idade, os idosos precisam ainda mais de cuidado nessa escolha. O uso inadequado de sapatos pode trazer consequências. “Nos pacientes diabéticos, por exemplo, pode ocorrer a perda da sensibilidade dos pés, tornando-os vulneráveis a qualquer objeto, sem a presença de dor. Por isso, o cuidador ou familiar deve auxiliar na escolha de calçados resistentes, confortáveis e ortopédicos”, ressalta Cristiane.

Segundo Edmara, “é importante escolher o calçado que mais se adequa à condição de cada idoso, para isso, é necessário considerar os problemas ortopédicos. Exemplo: muitas mulheres têm problemas de deformação nos dedos ou joanetes e podem precisar de sapatos com largura especial, evitando qualquer tipo de atrito, feridas e aparecimento de novos calos”.

Outros aspectos a considerar são a estabilidade e o amortecimento, para evitar possíveis quedas. “Um fato a ser lembrado é o piso do local em que o idoso irá caminhar. Se o piso for liso, como mármore e azulejos, é preciso ter mais cautela na pisada, e quando molhados, o perigo de quedas aumenta. Um calçado fechado protege melhor os pés e produz uma maior firmeza durante a marcha”, completa Edmara.

No trabalho

Para o trabalho, a escolha deve levar em consideração o tempo que a pessoa fica em pé, sentada ou em movimento. Para quem fica muito tempo sentado, o ideal são sapatos leves e confortáveis, para que os pés possam transpirar. “Mas lembre-se que, sempre que possível, é interessante levantar um pouco e dar uma volta para a melhor circulação do sangue”, destaca Edmara.

Para quem fica durante horas em pé, o melhor é optar por calçados baixos ou com salto de cinco centímetros, no máximo

Já para quem fica durante horas em pé, o melhor é optar por calçados baixos ou com salto de cinco centímetros, no máximo. E aqueles que ficam em movimento durante longos períodos, o mais interessante são os sapatos com palmilhas confortáveis e produzidas com couro natural para facilitar a transpiração e impedir a proliferação de bactérias. Salto não é uma boa aposta nessa ocasião.

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