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Júri do empresário que matou garota de programa de Franca será em junho

Garota morreu há 18 anos, ao ser arrastada após ficar presa ao cinto de segurança do carro

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O acusado, Pablo Russel Rocha: 18 anos retardando julgamento

A Justiça determinou nesta sexta-feira (15) uma nova data para a realização do Tribunal do Júri de Pablo Russel Rocha, empresário acusado de arrastar até a morte uma garota de programa em Ribeirão Preto há 18 anos.

Depois de ser suspenso por recursos ajuizados pela defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento agora ficou agendado para 29 de junho, às 10h.

Rocha é acusado pela morte da garota de programa francana Selma Heloísa Artigas da Silva, conhecida como Nicole, que, segundo a Promotoria, ficou enroscada no cinto de segurança da caminhonete do empresário no momento em que tentou deixar o veículo, após uma discussão em 1998.

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Com a vítima presa na caminhonete, o empresário teria dirigido por dois quilômetros pela Avenida Caramuru. 

A garota francana Selma Helóisa Artigas da Silva, a Nicole

O Ministério Público pede a condenação do empresário, que responde em liberdade por homicídio triplamente qualificado, após ficar por dois anos e dois meses preso.

Nos depoimentos, Rocha afirma que a jovem se enroscou no cinto do lado de fora do veículo e que não percebeu que ela foi arrastada.

Na decisão, o juiz José Roberto Bernardi Liberal confirmou que cinco testemunhas serão intimadas a comparecer ao júri, três delas de acusação e duas de defesa.

Também expediu que durante o julgamento popular ficarão à disposição das partes itens do veículo que arrastou Selma pela avenida. Além do cinto de segurança, serão levados ao tribunal a roda e a capa do pneu do automóvel, bem como roupas da vítima, fotografias do laudo e do mapa apresentadas pela defesa.

Adiamentos

O julgamento foi adiado pela primeira vez em 17 de maio de 2012, após o advogado de defesa Sergei Arbex deixar a sessão anunciando que entraria com uma representação contra o juiz responsável pelo caso, Luís Augusto Freire Teotônio. O advogado alegou que sua estratégia foi prejudicada porque o magistrado negou a utilização de novas provas.

O júri foi remarcado para 23 de agosto do mesmo ano, mas acabou suspenso depois que o ministro Celso de Mello acatou, em caráter liminar, o pedido de habeas corpus pedido pela defesa do réu, derrubado três anos depois.

Em junho de 2015, o Supremo Tribunal Federal negou um segundo recurso ajuizado pela defesa e confirmou que o júri popular voltaria a ser remarcado.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região