Saída de alunos em portas de escolas costuma ser um tormento para os pais dos estudantes e também para os motoristas que passam por acaso nesses locais. Sem ter onde estacionar, muitos perueiros estacionam em fila dupla, ocasionando um grande transtorno para todos.
Mas isso não é só porque eles não respeitam a legislação de trânsito. Muitas vezes, os espaços que são reservados para os veículos escolares estão ocupados por automóveis comuns. Ou seja, um veículo que levará um estudante apenas pega o espaço de outro que levará 15 alunos.
Motoristas de vans e peruas dizem que têm procurado a Divisão de Trânsito, da Secretaria de Segurança e Cidadania, para pedir o reforço na sinalização de vagas exclusivas para o embarque e desembarque em segurança dos estudantes, sobretudo as crianças.
A Prefeitura tem utilizado as viaturas da Guarda Civil, que já fiscalizam as próprias vans, para auxiliar nesse controle. O problema é que, além do pouco efetivo, a GCM não tem poder para aplicar multas de solo, como o estacionamento em local proibido, atribuição exclusiva da Polícia Militar.
“O ideal é que as pessoas tivessem mais educação. Não adianta culpar a Prefeitura, porque é uma questão de bom senso não ocupar os espaços reservados às vans”, disse o sapateiro Ruan Fernandes, na última sexta-feira.
Ele próprio deu o exemplo do que falou, já que parou seu carro a cerca de 30 metros do portão da escola onde o filho estuda, na zona sul de Franca, para não atrapalhar as vans e peruas.



