
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, confirmou que a sessão de votação do processo de impeachment está mantida para as duas da tarde deste domingo.
Até lá, favoráveis e contrários ao impeachment continuam fazendo contas e afirmando, de um lado, ter número suficiente para aprovar a abertura de processo contra a presidente Dilma Rousseff; do outro, para barrar seu prosseguimento.
O vice-líder do PT Henrique Fontana está confiante na vitória do governo. Para ele, passada a votação, a presidente Dilma Rousseff vai reforçar a necessidade de diálogo com todos os setores da sociedade, inclusive a oposição.
“A nossa política não é de vencedores e vencidos. Vamos pedir à oposição. Vamos terminar o terceiro turno amanhã e vamos permitir que a presidente que está eleita democraticamente com toda a legitimidade possa governar o Brasil ouvindo a todos e dialogando com todos, mas sem este clima beligerante de um terceiro turno.”
Já o vice-líder do PSDB Caio Narcio, de Minas Gerais, não vê outro cenário senão o do afastamento da presidente.
“O governo não vai conseguir segurar o pedido de impeachment. Há um sentimento majoritário. Os principais partidos da base abandonaram o governo. (…) E contabilizaria um fator mais importante. As pessoas não foram ainda para rua. Hoje e amanhã serão os dias que as pessoas irão para rua. E a rua vai definir o papel que está aqui.”
Para o deputado Chico Alencar, do PSol do Rio de Janeiro, não há base legal para o impeachment. Ele espera, que após a votação, o governo esteja aberto aos anseios da sociedade.
“Espero que resultado disso, espero que quem estiver no núcleo do poder da União esteja aberto às diferentes propostas da sociedade, respeitando o clamor da nossa gente, que está preocupada, mais do que com nome do presidente, da presidente é com saúde, educação, mobilidade urbana, vida digna.”
Na avaliação do deputado Miro Teixeira, da Rede do Rio de Janeiro, há, sim, base legal para o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Mas o país, para o parlamentar, precisaria ir além do impeachment.
“Como o processo é político administrativo, existindo esse componente nos autos, você forma sua convicção a partir do conjunto da obra, de fatos políticos outros. Nesse momento, eu me convenci que o Brasil precisa mais do que um impeachment. A gente precisa de eleições diretas já.”
A sessão de votação do processo de impeachment, neste domingo, está marcada para começar às duas da tarde, com a fala do relator, deputado Jovair Arantes, do PTB de Goiás.



