Com a possibilidade de um processo de cassação ser aberto na Câmara Municipal de Franca, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) tem conclamado os vereadores considerados fieis da base governista para tentar reverter a situação e barrar a aprovação da matéria, que será votada nesta terça-feira no Legislativo.
Nesta segunda-feira, o prefeito teria se reunido logo pela manhã com alguns vereadores da base e pedido apoio. Nas últimas conversas com o prefeito seis têm sido convidados com mais frequência: Claudinei da Rocha, Vergara e Cordeiro (PSB); Laercinho (PMDB), Donizete da Farmácia (PSDB) e Bahia (PTN).
Três outros vereadores que sempre participavam de reuniões no gabinete não estão mais nas contas de Alexandre e têm sido considerados “rebeldes” pela administração, casos de Zezinho Cabeleireiro (PPS), Adermis Marini (PSDB) e Pastor Otávio Pinheiro (PTB). Os três já se declararam a favor da abertura da Comissão Processante.
Porém, para impedir a abertura do processo, apenas seis votos não serão suficientes, uma vez que são necessários pelo menos oito para abrir ou impedir a comissão de ser instaurada.
Até o momento, já declararam que votarão favoráveis à Comissão Processante os vereadores Valéria Marson (PSD), Marcelo Valim (PSD), Márcio do Flórida (PDT), Daniel Radaeli (PMDB), Nirley de Souza (PP), Pastor Otávio (PTB), Zezinho Cabeleireiro (PPS) e Marco Garcia (PPS), que por ser o presidente só vota em caso de desempate.
A acusação que pesa sobre Alexandre, feita pelos vereadores Márcio e Radaeli, é de que o prefeito teria cometido crimes contra a Lei de Licitações e de Responsabilidade durante o período de contrato com o ICV (Instituto Ciências da Vida), que forneceu serviços médicos para os prontos-socorros de Franca.



