quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 16°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Sem votos até dos “aliados”, Alexandre deve enfrentar processo de cassação

Horas que antecedem decisão da Câmara de Franca, nesta terça, foram de más notícias para prefeito

Compartilhar

Se for afastado, Alexandre será substituído pelo vice, Fernando (PMDB)

O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) não conseguiu a promessa de votos dos vereadores até então “aliados” ao seu governo, para barrar, hoje, na Câmara Municipal, a instalação de uma Comissão Processante (CP) que pode levá-lo a ser cassado.

Ontem foi um dia de notícias ruins para o Prefeito. À tarde ele recebeu a informação de que perdeu três votos praticamente certos: os dos vereadores do PSB, que estariam sendo obrigados pelo partido a atenderem a orientação partidária de acatarem o pedido de instalação da CP. 

Ontem à tarde, o presidente do PSB local, Cezar Vilela, após estar na Câmara e se encontrar com a bancada pessebista, informou que o partido fechou questão e que os três vereadores – Luiz Carlos Vergara, Luís Antônio Cordeiro e Claudinei da Rocha – irão votar favoravelmente à instalação da CP (Comissão Processante).

Continua depois da publicidade

Outra informação extra-oficial é de que o vereador Vergara, atual líder do Prefeito, deve anunciar, na quarta-feira, sua saída do cargo que ocupa desde março do ano passado, considerando concluída sua missão e diante do fato de que Alexandre Ferreira e o PSB tomarão caminhos antagônicos nas eleições municipais. 

Além dos três vereadores pessebistas, que eram votos firmes no Plenário em favor de Alexandre Ferreira, ele percebeu também, nos últimos dias, o distanciamento dos vereadores  Zezinho Cabeleireiro (PPS), Adermis Marini (PSDB) e Pastor Otávio Pinheiro (PTB). 

Os três já se declararam a favor da abertura da Comissão Processante. Adérmis se desgarrou do Gabinete ainda em 2014, após ter sido o primeiro líder de Alexandre na Câmara. 

Os votos que o prefeito contabiliza são insuficientes para que ele barre a instalação da Comissão Processante proposta em relatório pela CEI dos Prontos Socorros e cujo pedido foi formalizado pelo radialista Marcelo Teixeira, o Bomba. A instalação depende de oito votos. 

Estão definidos os votos favoráveis à instalação do processo, dos dois autores do relatório da CEI (Márcio do Flórida e Delegado Radaeli), do também tucano Adermis Marini, dos desafetos do prefeito, de Valéria Marson e Marcelo Valim (PSD), de Nirley de Souza (PP), Pastor Otávio e Josivaldo Bahia (ambos do PTB), Zezinho Cabeleireiro (PPS), além dos três do PSB, Vergara, Cordeiro e Claudinei. 

Alexandre teria o voto apenas dos vereadores Laercinho (PMDB) e Donizete da Farmácia (PSDB). Marco Garcia (PPS), presidente da Câmara, só declara voto se houver necessidade de desempate, o que não seria o caso, há menos que haja traições, como as percebidas na votação do processo de impeachment de Dilma, no domingo passado. 

A CEI acusa o prefeito de crimes contra a Lei de Licitações e de Responsabilidade Fiscal durante o período de contrato com o ICV (Instituto Ciências da Vida), que forneceu serviços médicos para os prontos-socorros de Franca. 

O relatório fina da CEI foi assinado por Márcio do Flórida e Delegado Radaeli, mas o terceiro membro, vereador Donizete da Farmácia (PSDB) optou por isentar o prefeito em relatório separado. 

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região