Uma cartada de última hora poderá ser dada pela bancada governista para barrar as instauração de uma Comissão Processante, que pode até cassar o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), na Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira.
Vereadores da base articulam para que, ao invés dos oito votos necessários para abrir a comissão o mínimo necessário seja dois terços, ou seja, dez votos, a exemplo da regra usada para aprovar o impeachment da presidente Dilma Roussef na Câmara Federal.
Ainda que a regra seja mudada de última hora, não haverá garantia de sucesso, já que, até ontem, pelo menos nove vereadores já haviam se posicionado favoráveis à abertura da comissão de cassação.
São eles Márcio do Flórida (PDT), Valéria Marson (PSD), Marcelo Valim (PSD), Daniel Radaeli (PMDB), Nirley de Souza (PP), Adermis Marini (PSDB), Zezinho Cabeleireiro (PPS), Pastor Otávio (PTB) e Marco Garcia (PPS).
Para complicar, o diretório do PSB em Franca determinou que seus três vereadores, Cordeiro, Vergara e Claudinei da Rocha, votam pela abertura da comissão, em que pese não haver garantia de que seguirão a ordem.
Bahia (PTN), Donizete da Farmácia (PSDB) e, possivelmente, Laercinho (PMDB) votarão contra a instauração do processo.
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