Está complicado viver sob este clima de pesadelo. Sabe aquele pesadelo em que você tenta correr, mas não consegue? Passou da hora de acordar! Passou da hora de ver a vida se movendo, nem para a esquerda, nem para a direita, mas para frente! É hora de ver os interesses da nação e do povo brasileiro, tendo prioridade sobre os interesses pessoais de manutenção ou obtenção do poder. É hora de distribuir sonhos e meios de realizá-los e não cargos e benesses políticas! É hora de trabalhar, de plantar e de colher o que se plantou com a certeza de que nascerão bons frutos de boas árvores, mas tempestades para quem plantou ventos!
Claro que somos democratas e queremos a preservação do estado democrático de direito. Nosso problema é bem outro. Os representantes do povo brasileiro, democraticamente eleitos, carregando nas costas cento e oito milhões de votos, quando não são corruptos, são fracos e sem a menor condição de realizar um trabalho realmente consistente. Aprendemos isso na sessão do impeachment de domingo.
Já na segunda, quando Dilma fez seu pronunciamento e respondeu a algumas perguntas, seu semblante de preocupação era notório.
Mas sua preocupação não é com a galopante crise que já elevou a dívida pública a 70% do PIB e projeta para 2018 nada menos 90% do PIB. A preocupação de Dilma não é com mais de duzentos trabalhadores que estão perdendo seus empregos por hora no país! Isso mesmo: por hora! Dez milhões de desempregados! A desindustrialização, a inviabilização dos pequenos e médios negócios pela falta de assistência e crédito viável, a queda em todos os indicadores de todas as atividades, a falta de infraestrutura para acomodar mais de duzentos milhões de pessoas, nada disso preocupa Dilma. Seu pronunciamento deixou claro: Dilma está extremamente preocupada com…. Dilma! O poder, o cargo, o tal do “golpe”, tudo isso é muito mais relevante que a Saúde sucateada, a Segurança Pública precária, as escolas ocupadas, os Estados falindo e deixando de pagar funcionários públicos aposentados. A prioridade é política, é não largar o osso, cada vez mais carcomido. Ela não consegue pensar em outra coisa senão em si mesma e em seu cargo. Poder.
Mesmo que sobreviva ao julgamento no Senado, que governo consegue alguma coisa com 137 parlamentares em sua base de apoio? Mesmo que não acabe no Senado, o governo já acabou. Mas parece que Dilma vai fazer o Brasil agonizar e afundar ainda mais na crise por mais seis, sete, oito meses, pelo tempo em que se arrastar o processo de impeachment no Senado, que é democrático, constitucional e tem o rito referendado pelo Supremo Tribunal Federal.
A vontade o povo brasileiro é retomar seu caminho de esperança no futuro, onde com certeza não cabe Dilma Rousseff, Eduardo Cunha e todos os fantasmas que hoje assolam os nossos sonhos.
*Esta coluna é semanal e atualizada às segundas-feiras.



