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Vereadores afirmam não ter medo de represálias por aprovarem investigação

Parlamentares dizem que Alexandre precisa do Poder Legislativo para governar a cidade

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​Durante a semana, após a abertura de uma comissão processante na Câmara Municipal de Franca – que pode até cassar o mandato do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) – o assunto predominante nos bastidores do Poder Legislativo é como ficará a relação entre os vereadores de base e o Executivo.

A votação de 12 votos a dois revelou que somente Donizete Mercúrio (PSDB) e Laercinho (PMDB) toparam enfrentar as críticas e ficar contra a abertura da comissão de cassação. Outros membros da base, principalmente a bancada do PSB, Vergara, Cordeiro e Claudinei da Rocha, teria ficado “queimada” com Alexandre. 

O mesmo valeria para Pastor Otávio (PTB), Bahia (PTN) e Zezinho Cabelereiro (PPS). Alexandre já não contava com os votos de Marco Garcia (PPS) e Adermis Marini (PSDB) e da bancada de oposição.

Muito se falou nos dias seguintes à votação que a administração poderia deixar de atender aos pedidos – feitos por meio de indicações, requerimentos e ofícios – dos vereadores que teriam “traído” Alexandre.

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Mas os parlamentares parecem não temer represálias. Um deles, neste sábado, afirmou categoricamente que “do jeito que vier, volta”. Segundo ele, Alexandre ainda depende dos votos dos vereadores para não perder a governabilidade. “Já pensou se a gente votar tudo contra? Não estou dizendo que é o caso, mas é preciso que ele pense. Além disso, sua cassação pode ser apreciada em plenário. O ideal é que respeitem o posicionamento de quem votou pela abertura da comissão”, disse um dos “desgarrados”, que afirma continuar fazendo parte da base. “Foi uma postura para aquela votação, não se trata de oposição”, afirmou.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região