
Estes dias, fui trabalhar em um sítio, e na hora do almoço tive o prazer de conversar e aprender com pessoas muito especiais. Assim que cheguei, me avisaram que teríamos um vinho para acompanhar o almoço e logo que vimos a garrafa já começamos a entrar no “Mundo Mágico ” daquele produto que estava à nossa frente. Tratava-se de um Vinho Verde português, muito adequado para a alta temperatura que fazia no dia.
Como conversamos muito sobre o rótulo do vinho, onde conseguimos várias informações para entender o que tomaríamos, resolvi escrever este post. Assim sempre que tiverem uma garrafa nas mãos, poderão ter uma boa ideia do que é o produto, antes de tomar e até mesmo antes de comprar.
Quando o rótulo for comemorativo ou de safras especiais, as informações estarão no contra rótulo.

– A Origem: Geralmente é a primeira informação que se procura em um rótulo… De onde vem este vinho? Encontramos o país, a região e a sub região, caso o vinho seja produzido em uma região de denominação de origem controlada, como é o caso de Rioja, Douro, Bordeaux, Vinho Verde ou Vale dos Vinhedos.
– A Uva ou as uvas, também chamadas de cepas: Esta informação também está entre as primeiras a ser procuradas no rótulo. Principalmente pelos apreciadores de certas cepas, que não trocam por nada. Mas nem todos os rótulos têm as uvas especificadas. No Velho Mundo, por exemplo, o terroir é considerado mais importante, então os Bordeaux não têm as uvas especificadas ou quando têm denominação de origem também não temos o tipo de uva, já que um Barolo só pode ser feito de uva Nebiolo, por exemplo.
– O tipo do vinho: No Brasil, é lei colocar Vinho Fino ou de Mesa… Sobre isto já colocamos em post anterior…

Quanto aos Espumantes, a classificação de Nature, Extra Brut, Brut, Demi Sec, Suave tem a ver com o açúcar residual do vinho, e não com a vontade do produtor de classificar aleatoriamente o produto. Os vinhos também são classificados desta forma, mas com os nome seco, demi sec e suave.
Safra: A safra colocada na garrafa é do ano da colheita do vinho e não de quando ficou pronto. Esta informação ajuda na escolha do vinho pela idade (nem sempre um vinho velho está bom para ser degustado), ou escolher vinhos por safras que foram excepcionais. Lembrando que a safra só é parte da elaboração, o produtor deve ser confiável e competente, pois um mau produtor pode estragar o vinho de uma ótima safra.
Alguns vinhos não têm safra… Não é estranho… Podem ser desde vinhos simples até grandes vinhos com mais de uma safra como Champagnes e Xerez.
Teor Alcoólico: Esta informação é colocada na garrafa em grau alcoólico, expressado pela porcentagem de álcool em volume e relação a total do líquido. Normalmente a maioria dos vinhos tintos tem de 11 a 13%, com exceção dos fortificados que podem ter de 17 a 21% .
Capacidade da garrafa: As garrafas mais usadas no Brasil são as de 750ml com variação para meia garrafa (375ml, ¼ de garrafa (187ml e a Magnum (1,5 L). Sobre garrafas, falaremos num post dedicado exclusivamente a elas, afinal é o recipiente que transporta este líquido do produtor até nós… Consumidores.
E o nome do vinho ou o produtor… Nem sempre o nome produtor vem no rótulo do vinho, às vezes é apenas o nome do vinho como o caso do Alamos onde o produtor é o Catena Zapata.
Categoria dos vinhos: Reserva, Gran Reserva, Crianza, por exemplo. A categoria do vinho varia muito com a legislação de cada país, mostrando a quanto foi elaborado o vinho, o que justifica o valor agregado do produto. Temos por exemplo, o Crianza espanhol que deve ter no mínimo 6 meses em carvalho e 18 meses de garrafa.
Cada região tem detalhes e nos rótulos que vamos abordar quando estivermos falando de cada uma especificamente… E vamos falar de cada região dos países produtores de vinhos… Podem aguardar.
O clima está mudando… E aí, vamos conhecer alguns rótulos e degustar seus vinhos???