Estudo realizado pela Ceper/Fundace mostra um aumento nas contratações de trabalhadores nas regiões de Franca e Ribeirão Preto nos últimos meses. Porém os pesquisadores pregam cautela nesse crescimento.
A região de Ribeirão Preto contratou mais no mês de fevereiro. Dados do Boletim Mercado de Trabalho mostram no período a criação líquida de 2.430 novas vagas de trabalho, frente às 1.408 vagas registradas no mesmo mês de 2015.
Para o pesquisador do Ceper/Fundace Sergio Sakurai, embora positivo, o resultado deve ser visto com cautela. “De março de 2015 a fevereiro de 2016, o saldo de pouco mais de 12 mil vagas destruídas sinaliza um mercado de trabalho em situação mais delicada do que a observada nos doze meses imediatamente anteriores, quando foram registradas quase 9,8 mil demissões líquidas”, explica.
O município de Ribeirão Preto exibiu saldo de contratações positivo em fevereiro de 2016 devido ao bom desempenho do setor de serviços, que contratou no período 601 trabalhadores. A agropecuária também registrou a criação de novos postos de trabalho, totalizando 31 vagas.
Indústria, construção civil e, principalmente, o comércio registraram destruição de vagas de trabalho. Apesar disso, o município conseguiu terminar o mês de fevereiro com a contratação líquida de 363 vagas, número superior a fevereiro de 2015, quando o saldo total foi negativo em 118 vagas.
Franca também criou novos postos de trabalho em fevereiro de 2016. O saldo líquido é 2.310 vagas, montante superior ao registrado no mesmo mês de 2015. A indústria foi o setor de melhor desempenho, com 2.165 novas vagas criadas, sendo o segmento de fabricação de calçados de couro responsável por 1.881 contratações líquidas para o setor.
Outro município a apresentar saldo positivo de contratações em fevereiro foi Sertãozinho, com a criação de 385 vagas líquidas. Setorialmente, a indústria apresentou o melhor desempenho sendo que o segmento de fabricação de açúcar em bruto foi responsável por 90 das 188 vagas criadas pelo setor no período. A construção civil foi o único setor a destruir vagas.
Na contramão, o município de Campinas registrou destruição de vagas em todos os setores da economia em fevereiro de 2016, totalizando o saldo negativo de 1.296 vagas destruídas. O pior desempenho pode ser atribuído ao comércio, muito embora indústria e serviços também tenham registrado quantidade expressiva de demissões. Na comparação com o mesmo mês de 2015, nota-se uma piora significativa, já que no período foram registradas 127 contratações líquidas.



