
A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem (1º), em ato promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo, em comemoração ao Dia do Trabalho, o reajuste de 9% para os beneficiários do Programa Bolsa Família – o aumento entrará em vigor ainda em 2016.
Em abril, 13,8 milhões de famílias receberam o Bolsa Família. Em Franca, cerca de 6 mil famílias recebem o benefício que injeta anualmente na economia da cidade cerca de R$ 55 milhões (valor médio de R$ 164 por núcleo atendido).
O reajuste poderá elevar o valor médio pago às famílias beneficiárias do programa para R$ 176, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Dilma Rousseff anunciou também correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para o próximo ano; a contratação de, no mínimo, 25 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida e a extensão da licença-paternidade de cinco para 20 dias aos funcionários públicos federais.
Irresponsável
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou uma “irresponsabilidade fiscal” a decisão da presidente Dilma Rousseff de reajustar em 9% o valor dos benefícios do Programa Bolsa Família.
“O aumento do Bolsa Família agora é sim uma irresponsabilidade fiscal, até porque falar que está no Orçamento é mais uma enganação do governo. No Orçamento tinha, inclusive, receita CPMF inexistente. Vejo como agonia de fim de governo, com irresponsabilidade”, acrescentou Cunha.
Sobre a correção de 5% da tabela do Imposto de Renda para o próximo ano, o presidente da Câmara informou que a medida só terá efeito para 2017 e depende de aprovação do Congresso.
O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulinho da Força (SP) também criticou a decisão de Dilma Rousseff de anunciar o reajuste no benefício do programa Bolsa Família e correção na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física .
“Esse aumento deveria ter sido feito antes, agora parece um pouco de vingança com o novo governo. Como ela está de saída, nos parece que ela está fazendo uma vingança e uma tentativa de sabotar o próximo governo (de Michel Temer), portanto é uma coisa que não podemos aceitar”, disse o presidente sindical.
“Embora a gente queira a correção da tabela do Imposto de Renda, é bom lembrar que o Imposto de Renda, eles estão nos devendo 72% e não 5%”, disse Paulinho.
Neste mês, pagamento começa dia 18, ainda sem aumento




