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Após prévias, equipe do prefeito quer “pouco papo” com vereadores francanos

Abertura de Comissão Processante e queda no processo interno do PSDB teriam irritado Alexandre Ferreira

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​Duas
decepções seguidas teriam irritado profundamente o prefeito
Alexandre Ferreira (PSDB). A primeira foi a abertura de uma Comissão
Processante contra ele na Câmara dos Vereadores, com 12 deles
votando a favor do julgamento, que se encontra suspenso por liminar
mas pode até cassar seu mandato. A segunda foi a derrota nas prévias
do PSDB para Sidnei Rocha, que será o candidato tucano na disputa da
Prefeitura, em outubro.

Seu
adversário e ex-padrinho político, Sidnei Rocha contou com o apoio
aberto de alguns vereadores para bater Alexandre, como foi o caso de
Adermis Marini, também do PSDB. Mas até parlamentares de outras
siglas, como Marco Garcia (PPS) e Pastor Otávio (PTB) fizeram
questão de deixar claro seu posicionamento pró-Sidnei.

De
todos os vereadores, os que ainda são considerados leais ao governo
Alexandre são Donizete da Farmácia (PSDB), Laercinho (PMDB), Bahia
(PTB) e Vergara (PSB), que mesmo votando pela abertura fez defesa
pública do prefeito no plenário. 

Para
os demais, as portas estão fechadas. Não foram mais realizadas as
reuniões da base, que ocorriam semanalmente, e pedidos de vereadores
para obras corriqueiras, como pequenas obras, podas de árvores e
academias ao ar livre, estão paralisados pela equipe de Alexandre.

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Entre
os que estão “queimados” com o prefeito surgem os nomes de
antigos defensores de Alexandre, como Zezinho Cabeleireiro (PPS) e
Claudinei da Rocha (PSB), ambos parte da base desde o início de sua
gestão, em 2013, entre
outros.
Zezinho
chegou a reclamar na tribuna da Câmara de obras que estão paradas
sem motivo concreto.

Nas
conversas de bastidores, a irritação de vereadores e suas equipes é
nítida e, se confirmadas as retaliações, elas poderão acarretar
problemas para Alexandre em futuras votações, algumas delas
delicadas, como sua eventual cassação, que pode ser proposta pela
Comissão Processante, ou até no julgamento futuro de suas contas
pelo Legislativo.

Cesar Colleti

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