O presidente da Câmara Municipal de Franca, Marco Garcia (PPS), afirmou na tarde de ontem que a situação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) “complicou um pouco mais” com o aparecimento de fichas dos prontos-socorros que comprovariam irregularidades na unidade de saúde, como atuação de falsos médicos e pagamentos de plantões inexistentes.
Segundo Garcia, o prefeito e a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, terão de apresentar justificativas razoáveis para tal situação. “Nas oitivas, não tinha fichas e agora elas aparecem na mão do promotor. A situação dele e da secretária complicou mais. A gente até achava que as fichas não existiam e agora o prefeito vai ter que arrumar argumentos para convencer os vereadores, mas acho difícil”, disse o presidente da Câmara, em entrevista à Rádio Hertz.
Garcia disse também que ainda não foi notificado pela Justiça sobre a liminar que suspendeu a Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal para julgar eventuais crimes de Alexandre à frente do cargo. E antecipou que não aceitará pressão de qualquer espécie, até porque, legalmente, a Câmara é obrigada a recorrer da decisão do juiz de primeira instância.
“Normalmente as notificações ocorrem em dois dias. Todos os oficiais de Justiça sabem que na terça estou presidindo as sessões da Câmara, mas estou aguardando. O prefeito tem um prazo a mais com isso, mas pode ser até pior para ele. Não existe qualquer pressão e já falo de antemão que não adianta pedir isso (para não recorrer) porque por dever de ofício eu tenho que recorrer”.




