
A cidade de Guará (localizada a 64 km de Franca) registrou na última sexta-feira, seu primeiro caso de roubo a banco, aumentando o medo em relação à violência crescente (veja detalhes abaixo).
Mas a maior preocupação dos moradores guaraenses é com os casos de furtos e de lesões corporais, que têm crescido nos últimos anos e mostram que a proximidade com a Via Anhanguera e a presença de um grande número de migrantes – para as grandes fazenda de cana e café – potencializam estes índices.
Desde 2014 os casos de furtos e de lesões corporais têm crescido na cidade, sendo estes os tipos de crime que dominam as estatísticas nos dois últimos anos e também no primeiro trimestre de 2016.
Em 2014 Guará marcou 278 casos de furtos, os campeões das ocorrências, seguidos de 102 casos de lesão corporal, 43 roubos, 14 furtos de veículos e apenas 1 roubo de carga.
Em 2015 estes mesmos fatores de violência registraram crescimento. Foram 415 furtos, 100 registros de lesão corporal intencional, 24 roubos, 21 furtos de veículos e aumento para 5 roubos de carga.
Já no primeiro trimestre deste ano, os mesmos fatores tiveram os seguintes registros: 116 furtos, 46 lesões corporais dolosas, 5 furtos de veículos e 1 roubo de carga.
Estupros
Mas outro crime contra a pessoa (e contra a honra) tem tirado o sono das mulheres e das autoridades guaraenses: os estupros.
Os registros deste tipo de crime foram de 6 casos em 2014, subindo para 10 em 2015 e já com 2 casos em três meses compilados de 2016. A cidade, a exemplo das demais com menos de 50 mil habitantes, não tem Delegacia de Defesa da Mulher – DDM.
O roubo ao banco
Conforme o divulgado pelo Jornal da Franca, suspeitos armados com fuzis assaltaram uma agência do Banco do Brasil na manhã de sexta-feira (6) no Centro de Guará.
A Polícia Militar surpreendeu o grupo no momento em que deixava o local e houve troca de tiros. Ninguém se feriu.
Policiais militares da cidade e também de Franca e Ituverava realizaram um cerco em uma estrada de terra entre Miguelópolis e Buritizal, porém sem êxito, apesar de terem sido utilzadas dez viaturas na perseguição aos suspeitos.
Segundo a PM, a quadrilha é formada por cerca de dez homens e chegou ao banco, na Avenida Doutor Francisco de Paula Leão, por volta de 11h50, em três veículos. Clientes e funcionários foram rendidos e ameaçados.
Após o roubo, quando deixavam o banco com o dinheiro, os suspeitos foram surpreendidos pelos policiais militares, avisados por denúncia anônima. Houve troca de tiros, mas o grupo conseguiu fugir pela avenida e, em seguida, embrenhou-se num canavial.
A Polícia Civil informou que agência foi interditada e que foi feita perícia no local. Imagens de câmeras de segurança devem auxiliar na identificação dos suspeitos. A quantia roubada não foi informada.



