O PTB está em análise de qual caminho seguirá nas eleições de outubro, para prefeito, em Franca. Por um lado, conta com a delegada Graciela em seus quadros de filiados, política que vem de boas votações nos últimos pleitos para deputada federal e prefeita. Por outro, há uma ala do partido que defende a aliança com o rival mais forte, o ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB).
Se depender do comando estadual do partido, o deputado Campos Machado quer a candidatura de Graciela. Se vai ganhar ou não, é outra coisa, a preocupação do cacique é que ela se saia bem e ele tenha um apoio forte para buscar sua reeleição daqui a dois anos.
O problema é que querer disputar é uma coisa, querer pagar a conta é outra. Ainda não há uma confirmação por parte do PTB de quem bancará a campanha da delegada, que já vem “escaldada” de campanhas anteriores e não se lançará sem essa garantia.
A outra corrente do partido defende a união ao que é teoricamente o mais forte, no caso Sidnei Rocha, que já foi procurado em busca de uma aliança, mas ainda não decidiu se aceitará e em que moldes. O PTB quer a vaga de vice, formando uma dupla que dificilmente seria batida, com Sidnei e Graciela.
No entanto, os dois políticos têm uma história de confrontos, entre 2005 e 2012, quando Sidnei era prefeito e Graciela compunha a oposição na Câmara Municipal. Mas, diante das mudanças de ventos da política, não seria tanta surpresa de houvesse um acordo, pelo tempo que já passou e pela conveniência política para os dois partidos – PTB e PSDB. As definições ocorrerão nas convenções partidárias, no meio do ano.



