Painéis solares flutuantes já poderiam estar completando a geração de eletricidade, além de evitar apagões, trazendo energia limpa às hidrelétricas: em março este avanço foi anunciado para Sobradinho na Bahia e Balbina na Amazônia para meados de setembro e depois por aqui no Rio Grande nas represas entre São Paulo e Minas Gerais que abastecem de eletricidade todo o Sudeste do país: estamos em novembro e nem sinal de Energia Solar nas represas nem daqui nem de lá…

Placas solares flutuantes são um avanço tecnológico e garantia de mais energia elétrica

Hoje a represa de Sobradinho no São Francisco está com pouca água e precisa urgente das placas solares
Faz quase três anos que não chove na região do Vale do São Francisco, Nordeste do Brasil, a represa de Sobradinho, o maior reservatório da região, nunca teve tão pouca água e isso deve ainda deve durar mais pelo menos um mês. O paredão que mede o nível da água nunca esteve tão exposto. Hoje, Sobradinho tem menos de 3% do volume máximo. É tão pouca água que das seis turbinas da hidrelétrica, apenas duas estão funcionando.
“Chegaremos ao final de novembro, início de dezembro ao 0% do volume útil”, afirma João Henrique Franklin, superintendente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco. 0% do
volume significa a parada total da geração de energia elétrica em Sobradinho. A previsão é de dificuldades também na produção de frutas de outras agriculturas irrigadas. Há ameaça de racionamento de água: “Nós temos, aqui na captação, água pra mais 40 dias. A partir daí nós vamos ter racionamento “, alerta Luciano de Albuquerque, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba. O Vale do São Francisco tem 100 mil hectares irrigados. Produz dois milhões de toneladas de frutas por ano e emprega cerca de 250 mil pessoas. Comunidades do entorno do lago agora já são abastecidas por caminhões-pipa. Esta seca poderá também gerar apagões de eletricidade em vasta região do Nordeste. E já deveria estar funcionando ali em Sobradinho e em outras hidrelétricas do país, como as do Rio Grande, bem na divisa dos estados de São Paulo e MInas Gerais, por exemplo, aqui em nossa região, onde também chegou a ser anunciado este avanço, a implantação de painéis solares flutuantes nas represas para aumentar a geração de eletricidade, evitar apagões e ainda por cima atualizar a tecnologia, introduzindo desta forma a energia solar, limpa e independente dos ciclos de seca, como a que agora abate Sobradinho, na Bahia. A implantação destas placas solares deveria começar justamente por Sobradinho e chegar a outras lagoas de hidrelétricas neste segundo semestre. Mas este avanço não chegou. As também chamadas fazendas solares, prometidas pelo Ministério de Minas e Energia ficaram como somente um projeto. Cálculos já feitos por técnicos deste ministério apontaram que o uso desses flutuadores solares sobre os reservatórios poderá acrescentar ao parque nacional de energia até 15 mil megawatts (MW) de potência, volume superior à capacidade máxima que será entregue pelas polêmicas hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, em construção na Amazônia.

| No Brasil já há empresas e mão de obra especializadas para a implantação do avanço solar |
Nossa opinião: o ministro Eduardo Braga chegou em março a anunciar que as primeiras fazendas solares seriam nas represas de Sobradinho (Bahia) e Balbina (Amazônia). Elas teriam parceria com empresas da França, da China, do Japão e da Alemanha, países onde já se usa bastante esta tecnologia. O mês de setembro estava agendado para inaugurar as primeiras placas solares flutuantes no São Francisco e por aqui no Rio Grande muitos já estavam comemorando este aumento energético, vital para o desenvolvimento, algo que será também um avanço tecnológico, introduzindo no Brasil o desenvolvimento sustentável. Mas até agora as fazendas solares não viraram realidade, ficaram no discurso, embora cientistas e empresas de nosso país já dominem a tecnologia para a implantação deste avanço, que virá a ser um marco de futuro. Porém, por aqui, já estamos no fim de novembro e de 2015, as placas de energia solar não chegaram ainda e nem o futuro.
Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca um novo flash, + 1 microblog ecologia na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia para você, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha.



