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Em um ano Construção Civil corta 315 empregos e piora crise no setor em Franca

Setor sofreu queda de 115 vagas com carteira assinada somente neste ano em Franca

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Em um ano foram perdidas 315 vagas. Em 2016 foram -115 empregos

As vendas internas de cimento recuaram 11,1% em abril na comparação com igual mês do ano passado, para 4,7 milhões de toneladas, de acordo com dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). 

O comércio do produto é considerado um dos principais termômetros da atividade na construção civil e, apesar da contínua queda desde o começo do ano passado, ainda não há perspectiva de atingir o “fundo do poço”.

O termômetro da crise pode ser observado também nos dados de emprego e desemprego no setor da Construção Civil em Franca, de acordo com o Cadastro Geral – Caged, do Ministério do Trabalho, analisado por este Jornal da Franca

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O setor da Construção Civil tem sofrido quedas constantes na oferta de emprego com carteira assinada em Franca, apesar de, em anos anteriores, ser um fator positivo na economia francana.

Em um ano – janeiro 2015 a janeiro 2016, a Construção Civil em Franca empregou 2.980 operários, mas desligou 3.295, portando com saldo negativo de 315 postos de trabalho com carteira assinada. A cidade tem 944 empresas empregadoras na área.

Os números retratam uma realidade idêntica para a microrregião de Franca e também no Estado de São Paulo.

Na região foram 3.341 contratações nos 12 meses de janeiro a janeiro de 2015-2016, mas com 3.698 desligamentos, saldo negativo de 267 empregos.

Já em todo o Estado, de janeiro-15 a janeiro-16, a Construção Civil contratou 502.576, mas desligou 568.539. O saldo negativo no Estado de SP é de expressivos 65.963 postos de trabalho cortados.

No Brasil de forma geral a situação é grave. Em 12 meses de janeiro-15 a janeiro-16, nada mais, nada menos que 416.680 ficaram desempregados.

Enquanto isso, Franca não começou bem 2016. No primeiro trimestre deste ano, a Construção Civil já perdeu 115 empregos, tendo contratado 684, mas desligado 799. 

Na microrregião foram 109 empregos a menos, no Estado 4.027 e em todo o Brasil, 43.924 vagas cortadas em apenas três meses.  

Cimento: o termômetro

“Estamos numa baixa constante, que ainda deve se agravar”, afirmou o presidente da instituição, José Otavio Carvalho.

A estimativa para 2016 é de uma retração nas vendas de 12% a 15%. “Vemos hoje uma ruptura violenta frente ao crescimento que tivemos nos dez anos até 2014, quando o mercado foi impulsionado no boom imobiliário”, acrescentou.

As vendas no período de janeiro a abril de 2016 alcançaram 18,5 milhões de toneladas, volume 13,9% inferior ao de igual período do ano passado. 

Já considerando o resultado acumulado nos últimos 12 meses, a retração ficou em 11,1%, com 61,7 milhões de toneladas.

O presidente da SNIC disse que ainda não há visibilidade para um novo patamar de equilíbrio no mercado, principalmente por causa do enfraquecimento no segmento residencial. 

Para ele, a recuperação não deve vir neste ano nem em 2017. Antes de estimar a estabilização, é preciso chegar ao fundo do poço e, em seguida, ver a retomada de condições macroeconômicas, como emprego, renda e redução da inflação, além de um cenário de crédito mais acessível, acrescentou.

A crise política no País também inibe novos investimentos, disse o executivo. Para Carvalho, a estabilização dos conflitos no governo federal pode abrir caminho para novos gastos no setor de infraestrutura, permitindo uma retomada nas vendas de cimento.

“A infraestrutura tem condições de se recuperar mais rápido, assim que voltar a estabilidade política”, acrescentou.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região