“Um dia depois que minha mãe morreu, foi me entregue uma carta em que ela me pedia várias coisas”, lembra a professora Vera Eunice Jesus Lima, que é filha da escritora Carolina Maria de Jesus e dedica sua vida à preservação do legado e memória da mãe.
“Entre elas, pediu que eu cuidasse do acervo dela e que fosse atrás dos cadernos que deu para outras pessoas.”
Publicada em 40 países, Carolina Maria de Jesus é um dos principais nomes da literatura e cultura brasileiras.
Célebre moradora da favela do Canindé, em São Paulo, depois de ter trabalhado em Franca, é dona de uma vasta obra em que traz suas perspectivas, enquanto mulher preta e periférica, sobre o cotidiano e a realidade brasileira – um dos pilares de seu principal livro, o diário Quarto de Despejo (ed. Ática, R$ 45, 200 págs.), lançado em 1960.




