Quando o assunto são
os amigos, nós, adultos, logo pensamos naquelas pessoas com quem sabemos que
podemos contar nos momentos difíceis e também comemorar nossas vitórias, além
de simplesmente jogar conversa fora e pedir conselhos sobre as coisas mais bobas.
Para as crianças, o conceito de amizade é diferente. Elas não têm essa
profundidade toda de relacionamento, e amigos, para elas, são as outras
crianças com quem podem brincar e explorar novidades com o mesmo entusiasmo.
E é vital estimular que essa interação aconteça.
“Quando o bebê sai da barriga, só tem a mãe. O contato com ela dá as bases dos
relacionamentos futuros e do desenvolvimento das inteligências. Depois vêm a
percepção do colo, da casa e, finalmente, do outro. É aí que entra o processo
de sociabilização com outras crianças”, contextualiza a psicóloga Silvana
Elisabete Moreira, especialista em neurolinguística, focada em orientação
familiar e que atende pela plataforma online de serviços de saúde Doutor 123.
Compreensão da própria existência
Silvana explica que é nas amizades infantis que a
criança testa força e limites, aprende a resolver conflitos e situações que não
ocorrem com os pais ou cuidadores e entende mais sobre ela própria. “Com os
amigos, as regras são diferentes. Os adultos tendem a facilitar a vida dos
pequenos, mas entre iguais não tem isso. Quanto mais a criança interage com
outras do mesmo tamanho, mais preparada estará para a vida adulta”, diz.




