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A luta de Amina Sboui no harém da Arábia

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De volta à Tunísia (país relativamente liberal mas machista), depois de estudar em Paris e de lançar livro na Itália esta jovem se diz menos radical hoje, não é contra o Islamismo e sim só contrária só ao machismo: Amina Sboui explica ao anunciar a sua revista Farida, uma expressão feminina árabe que significa também liberdade. Com 21 anos, descreve a nova revista, que contou com o apoio do escritor e editor francês Michel Sitbon, como um veículo feminino e feminista: “Maquiagem, moda, cozinha, mas também a gente vai falar de livros, música, arte, sobre aborto, homossexualidade, refugiados, política separada de religião, tentaremos fazer com que as mulheres tenha informações interessantes, importantes”.  A publicação, que se chamará Farida, deverá começar a circular em janeiro de 2016 e o seu nome é uma expressão árabe feminina que significa “única”, mas também, segundo Amina, lembra o significado de liberdade. A publicação será editada apenas em árabe para valorizar a cultura original do seu povo e o público alvo são mulheres jovens entre 15 e 25 anos.A inspiração para esta revista foi uma outra publicação, Faiza, lançada na Tunísia em 1958, em um momento em que o país havia acabado de declarar independência, na época, a poligamia tinha sido declarada ilegal e o divórcio fora legalizado. E Faiza, a primeira revista feminina publicada em árabe, era parte deste contexto, agora, a Farida que ela dirige tentará ser “um passo mais à frente”. Amina também diz não se arrepender da provocação incendiária com o topless no Facebook em 2013, quando tinha apenas 18 anos, afirmando que a revista Farida “será mais madura que provocativa mas sem deixar de ser inovadora e até mesmo rebelde”. A polêmica despertada pela foto abaixo (feita como um selfie) ainda hoje continua: nas ruas de Túnis e até na pitoresca cidade de Sidi Bou Said, onde ela voltou a viver agora, após 3 anos estudando na Franca, em Paris, ainda hoje entre os árabes mais machistas a aparência de Amina ainda é motivo de insultos, abusos e olhares incrédulos, porém, alguns já a conhecem e a entendem melhor: “Com a revista, vai tudo ficar mais claro, para todos, para todas”. Antes mesmo de sair a 1ª edição de Farida, ela já gera polêmica ou expectativa, sendo destaque tanto no site mundial da BBC como no blog independente do jornalista Edson Sombra, de Brasília, aqui no Brasil. “Todos nós do movimento de cidadania, ecologia humana ou não violência já estamos atentos a este trabalho que tem como uma das propostas reduzir agressões e sofrimentos das mulheres árabes por causa de tabus e preconceitos”, comenta por aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha Silva ao editar a informação do lançamento desta revista diferente por aqui no blog da gente Folha Verde News. Vamos aguardar este vendaval cult. 

Este foi o selfie que Anima fez em 2013 e gerou muita polêmica entre árabes de vários países

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Aqui Anima quando foi detida em manifestação agora recentemente em Paris na França



  

Aqui a capa da revista Farida que sai agora em janeiro

Livro sobre sua luta lançado na Itália nestes dias


A Tunísia poderia estar entre os países mais liberais do norte da África, mas se manteve como um país predominantemente islâmico e tradicionalmente machista, um lugar no qual o cabelo azul, os piercings e as tatuagens de Amina Sboui, uma jovem rebelde como tantas garotas hoje em dia, ainda são um choque com as forças no poder ou com os velhos mitos da realidade árabe. A jovem ainda é ameaçada de morte. Mas se Amina tem medo, ela não demonstra e diz que aqueles que a odeiam são os assustados. “Quem tem que mudar é quem mais se assusta com a minha ousadia, mas ela é uma decisão também cultural e até política, no sentido de comportamento, em busca de avançar a vida em especial das mulheres que sofrem muito no meu país, essa é a proposta da revista Farida.  A comunidade de origem árabe e africana no Brasil já se movimenta para traduzir e lançar esta revista revolucionária dos costumes em nosso país, onde não há tantos limites sociais à mulher, mais muitas dificuldades no mercado de trabalho e pior ainda, uma onda de muita violência contra mulheres.Está dentro do foco da revista de Anima Sboui.

A ousadia e a luta de Amina Sboui já gerou um protesto em Tunis antes mesmo de sair a revista

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Cesar Colleti

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