
Quando entrei nos 40 – há cinco anos – procurei ler algo relacionado as 40 primaveras – só de usar essa expressão já denota que você não é mais um garotão -, mas, confesso, estranhei um pouco o negativismo da maioria dos textos, posts, frases e piadas.
Uma coisa é certa: chegar a idade dos quarenta anos, em particular, é diferente de todos os aniversários anteriores. Não é algo assim tão óbvio. Trata-se da idade da ruptura. Até o cinema tentou retratar esse momento no filme “A vida começa aos 40”, (Heartbreak Hotel – original) uma comédia – comento sobre isso mais adiante -, dirigida por Colin Nutley, um britânico radicado na Suécia, com Helena Bergström, Maria Lundqvist, Claes Mansson, Johan Rabaeus entre outros. Tem até livro sobre o assunto.
O que significa então dizer que a vida começa aos 40? Nós colocamos lado a lado toda a nossa vivencia e começamos a refletir – chamo isso, às vezes, de #FilosofiasBaratas, uma maneira, talvez, de atenuar as coisas e não levar tudo a sério ou a ferro e fogo . Mas é nessa idade que as perguntas começam a pipocar. Quem sou, na real? Era isso que eu esperava da vida? Mas qual afinal é o sentido da vida? O que me dá e traz satisfação? Que valores eu tenho? Minhas atitudes têm relação com meus valores, com a minha ética?




