Não saia com o
cabelo molhado! Não brinque na chuva! Leva casaco pra não pegar sereno! Toma vitamina C!”. Todas essas frases certamente
já foram ditas ou ouvidas por muitos dos leitores. Fazem parte do senso comum
das pessoas de que, para evitar o
resfriado, seguir esses conselhos já é meio caminho andado. Mas
será que todos eles são baseados em evidências científicas? A vitamina C,
inclusive?
O C.S. Mott Children’s Hospital, um hospital
pediátrico vinculado à Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, encomenda,
de tempos em tempos, uma Pesquisa Nacional sobre Saúde Infantil (NPCH – sigla
em inglês). Esse tipo de estudo tem o objetivo de avaliar as percepções e
prioridades da opinião pública americana em relação a questões e tendências
importantes de assistência médica para crianças.
Em setembro de 2018, a NPCH levantou as estratégias
que os pais de crianças de 5 a 12 anos utilizam para que seus filhos não fiquem
resfriados. A pesquisa ouviu respostas de 1 119 pais, e os resultados foram os
seguintes:
Quase todos (99%) relataram o incentivo a uma boa
higiene pessoal, como lavar as mãos ou utilizar desinfetantes. Essa atitude é
consistente com as evidências científicas de como o vírus do resfriado costuma
se espalhar. Outro hábito ensinado pela ampla maioria dos pais (94%) é não
colocar as mãos perto da boca ou do nariz, e evitar compartilhar utensílios ou
bebidas com outras pessoas (94%).




