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Abicalçados defende a taxação das bets para financiamento da segurança pública

A proposta é uma das prioridades da agenda de segurança em discussão em Brasília, na Câmara dos Deputados

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A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) é signatária de um manifesto que defende a taxação das bets para financiar a segurança, saúde e educação no Brasil divulgado no último dia 28 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o presidente-executivo da entidade calçadista, Haroldo Ferreira, a criação do imposto proposto, chamado CIDE-Bets, de 15%, ajudaria, principalmente, no combate ao crime organizado em um momento de crise na segurança.

Ferreira destaca que o novo imposto teria potencial de arrecadação de R$ 8,5 bilhões em 2026. “Além de financiar a segurança, a saúde e a educação, a taxação inibiria os gastos da população com apostas em mais de 22%, segundo levantamento do Fórum Nacional da Indústria.

Hoje, muitos recursos são destinados a esses jogos de azar, recursos que colocam milhões de famílias em dificuldades e que deixam de circular no mercado não somente de calçados, mas de alimentação e outros bens”, explica o dirigente.

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Apoio à medida

O dirigente calçadista comemora o crescente apoio à proposta de taxação das
bets no Congresso Nacional. No dia 31, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou à imprensa que a Câmara deve votar na próxima semana um projeto de lei que destina parte da arrecadação das apostas esportivas (bets) para o Fundo Nacional de Segurança Pública. A proposta é uma das prioridades da agenda de segurança em discussão na Casa.