Na última quarta-feira (08/08) foi celebrado, em todo o mundo, o Dia do Pedestre. A data foi criada para levantar o debate sobre como promover segurança para quem caminha e tem se tornado um tema emergente. Os acidentes envolvendo pedestres são os mais graves e mais fatais.
Em rodovias, além da imprudência, observa-se que alguns trechos exclusivos para tráfego rodoviário são usados como avenidas, pois muitos bairros cresceram ao seu redor, promovendo o desenvolvimento das cidades em torno da via. Por isso, é essencial o investimento feito em infraestrutura e ações de conscientização e planejamento para todos os públicos, inclusive os pedestres.
Segundo a Pesquisa de Observação, realizada pela Arteris, o comportamento do motorista brasileiro é imprudente. Muitos excedem a velocidade enquanto dirigem e essa atitude influencia os acidentes com pedestres. Deve-se considerar o comportamento dos próprios pedestres, que insistem em caminhar às margens das rodovias e atravessar direto pela pista.
Embora o número de acidentes por atropelamento seja a menor parcela, os dados indicam que eles são proporcionalmente mais graves e com alto índice de fatalidade nas rodovias. Infelizmente, praticamente 1/3 dos óbitos registrados nas rodovias administradas pela Arteris nas regiões Sul e Sudeste do País são decorrentes de atropelamentos. Em 2017, o total de óbitos registrados em acidentes foi de 644. Pedestres envolvidos em acidentes fatais representam 31% do total de 2017.




