Novo estudo aponta que a maioria das pessoas não se beneficia com a vitamina D – foto Arquivo
Os suplementos de vitamina D não ajudam a prevenir doenças para a maioria das pessoas. É o que aponta um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e da Universidade de Aberdeen, na Escócia, publicado na revista científica British Medical Journal.
A substância — produzida naturalmente pelo corpo quando somos expostos ao sol — ajuda a manter ossos, dentes e músculos saudáveis, reduzindo o risco de fraturas.
No entanto, a revisão das evidências de ensaios clínicos sobre o impacto da suplementação descobriu que tentar obter vitamina D através de suplementos não é tão benéfico assim para a saúde.
Durante a primavera e o verão, a maioria das pessoas obtém vitamina D suficiente da luz solar na pele e na dieta.
Mas no outono e no inverno, quando a exposição ao sol é mínima, a única fonte provém de uma gama limitada de alimentos, como peixe oleoso, gema de ovo, carne vermelha, fígado, cereais matinais fortificados e pastas gordurosas para barrar.
“Concluímos que as evidências atuais não apoiam o uso de suplementação de vitamina D para prevenir doenças”, disse Mark Bolland, professor associado de medicina da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, em comunicado.
No trabalho de revisão, a equipe concluiu que os ensaios clínicos demonstraram que a suplementação de vitamina D não melhora os resultados músculo-esqueléticos, como em casos de quedas ou fraturas.
Os cientistas também afirmam que não há evidências de alta qualidade que sugiram que a suplementação de vitamina D seja benéfica para outras condições, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e alguns tipos de câncer — e é improvável que os resultados dos ensaios em andamento alterem essas conclusões.
Se a suplementação de vitamina D trouxer benefícios, é mais provável que sejam observados em populações com deficiência grave de vitamina D, escreveram os autores.
À luz da incerteza, os cientistas sugerem que as pessoas de alto risco devem ser aconselhadas sobre a exposição solar e a dieta, e que os suplementos de vitamina D em baixas doses devem ser considerados individualmente.
*Informações O Globo



