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​Adermis critica o próprio partido por manter apoio a Temer e Aécio Neves

Vereador entende que politica precisa ser mudada e que é preciso também “cortar a própria carne”

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O vereador Adermis Marini (PSDB) bateu duramente na direção de seu próprio partido, na tarde desta terça-feira, na Câmara dos Vereadores de Franca. Para ele, foi um erro a legenda anunciar publicamente que não vai abandonar, em nível federal, o governo de Michel Temer.

Ele afirmou que, no dia seguinte à divulgação dos áudios, onde Temer conversa de forma intimista com o empresário Joesley Batista, já se posicionou publicamente. “Acho uma posição vergonhosa do meu partido, de empurrar com a barriga. Participei de todas as reuniões e 80% dos membros são contrários à continuidade de Temer”, disse.

Adermis disse ainda que a decisão é uma manobra dos caciques do partido para proteger Aécio Neves, também envolvido na delação premiada de Joesley, acusado de aceitar propina do dono da JBS.

“Votei no Aécio, mas acho que ele tem de ser investigado e punido se comprovadas as denúncias. Quero que o PSDB tenha decência, vergonha na cara. É um acordo para blindar Temer e o Aécio. É uma vergonha. Meu partido está enfiando a cara na lama da sujeira do nosso país”, disparou Adermis.

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O tucano concluiu sua fala dizendo que é fácil apontar para erros do PT e de outros partidos, mas que agora será preciso “cortar a própria carne”. “Agora a lama está também nos atingindo. A maioria da bancada do PSDB é contrária a essa postura vergonhosa de alguns líderes do partido”, disse.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região