
Já eleito vereador para o período de 2017 a 2020, Adérmis Marini pode ser o segundo grande vencedor da eleição que aconteceu ontem nas cidades de mais de 200 mil eleitores e que tiveram segundo turno.
É que deputados federais do PSDB estavam disputando a prefeitura em quatro cidades. Em duas, o partido venceu e em duas foi derrotado.
Com isso, Adérmis passou a ser o primeiro suplente da coligação do PSDB na Câmara Federal. Qualquer deputado que se afastar abre vaga para Adérmis Marini.
Como em política, as informações de bastidores são tudo, menos de bastidores, existe a possibilidade do presidente do PSDB paulista, deputado federal Sílvio Torres, ser nomeado para uma secretaria estadual.
Tal fato abriria a vaga necessária para Adérmis ser chamado para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
O vereador francano sempre soube dessa possibilidade e se preparou para isso.
Mesmo na eleição municipal, se preparou para ser um dos mais votados. Tanto é que colocou seu nome na história da cidade como o vereador reeleito com a maior votação e o maior índice.
Explicando: ele não é o mais votado da história na primeira disputa, mas é o mais votado da história na reeleição, o que sempre foi mais difícil, porque geralmente o político se desgasta e tem uma votação menor na segunda eleição. Não foi o caso do Adérmis Marini.
CENÁRIO MUNICIPAL
Com o anúncio da aposentadoria política de Sidnei Rocha, feita ontem pelo próprio político, e com a derrota moral de Roberto Engler, que entrou de corpo e alma na campanha de Sidnei Rocha, Adérmis sai como o grande vitorioso das eleições dentro do PSDB. Juntamente com o vereador Kaká, mais votado em Franca, ele é o nome de destaque do PSDB e deve receber do partido o apoio necessário para se projetar ainda mais. Qualquer outro rumo tomado pelo PSDB pode afastar o partido do cenário político francano, onde sofreu uma derrota que não era esperada nem no pior cenário.



