O deputado federal Adermis Marini (PSDB) tem um posicionamento franco em relação à crise em Brasília: ele é favorável ao PSDB deixar o governo de Michel Temer, assim como o PPS, que também integra a base, mesmo que isso custe o seu mandato no Congresso Nacional.
Para Adermis, é um erro do PSDB ainda não ter se posicionado quanto às denúncias contra Temer feitas pelos donos da empresa JBS. “Não podemos compactuar essa situação de o presidente receber na garagem do Palácio do Jaburu um personagem como esse Joesley”.
O deputado disse que Temer deverá renunciar, pois sua cassação é inevitável, ou pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou pelo Congresso Nacional. “Ele está ganhando tempo para não ser cassado pelo Congresso. O presidente não tem condições morais para administrar o país. E na linha sucessória, o deputado Rodrigo Maia ou o senador Eunício não têm condições também de assumir a Presidência”, disse o deputado
Adermis entende que a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, que vem na sequência da linha sucessória, é quem mais teria condições de assumir a Presidência e promover uma eleição. “O que mais desejo é a limpeza desse país. Isso está acima da simples saída do Temer. Defendo uma Constituinte”, afirmou o deputado.




