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Agora ou daqui 1.300 anos: Cometa Lemmon pode ser visto esses dias no céu de Franca

E não se esqueça: esta é a única chance de ver o cometa Lemmon – um visitante que só retornará daqui a mais de um milênio.

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Desconexão da cauda do cometa Lemmon (Foto: Brennan Gilmore / Instagram)

Na segunda-feira passada (dia 27), o cometa C/2025 A6 (Lemmon) atingiu o pico de brilho e se tornou mais fácil de ser observado nos céus do Brasil. O astro, que não passava por aqui há mais de um milênio, se tornou a grande surpresa astronômica de 2025.

Nos próximos dias, ele deve seguir visível no Hemisfério Sul, oferecendo um espetáculo raro para quem olhar o céu logo após o pôr do Sol.

Em resumo:

Cometa Lemmon atinge pico de brilho e se torna visível nos céus brasileiros;

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Ele está passando perto da Terra e segue rumo ao Sol;

Brilho crescente permite observação a olho nu, especialmente em locais escuros;

Descoberto em janeiro, o cometa intensificou impressionantemente o brilho após conjunção solar em agosto;

Ao fim de tarde, ele estará próximo de Marte, Mercúrio e Antares baixo no céu;

Binóculos ajudam a visualização

O cometa atingiu o perigeu (menor distância da Terra) na segunda-feira passada (21), sendo facilmente observável ao longo da semana no Hemisfério Norte, onde encantou observadores com seu brilho intenso no palco celeste.

Agora, segue em direção ao Sol e deve alcançar seu ponto mais próximo da estrela, chamado periélio, em 8 de novembro.

Especialistas acreditam que o Lemmon ficará ainda mais brilhante por volta de sexta (31) e sábado (1º), podendo ser visto a olho nu em locais escuros. Depois disso, ele vai se afastar lentamente e só voltará a cruzar o Sistema Solar interno daqui a cerca de 1.300 anos.

Locais escuros

Segundo a Royal Astronomical Society, este é o cometa mais fácil de observar em 2025, tanto no Hemisfério Norte quanto no Sul. Seu brilho atual varia entre magnitude 4 e 2,5, o que o coloca entre os objetos mais visíveis do ano.

Mesmo assim, os cientistas lembram que cometas são imprevisíveis: podem mudar de brilho rapidamente ou até se desintegrar.

O cometa Lemmon foi descoberto em 3 de janeiro como um ponto de luz fraco. No início, parecia destinado a ser apenas mais um corpo gelado visível apenas por telescópios.

No entanto, após fazer conjunção com o Sol em agosto, passando atrás do astro do ponto de vista da Terra, ele ressurgiu com um aumento de brilho impressionante – de magnitude 16,5 para 9 em um mês.

Céus francanos

Durante o pico de brilho, o cometa poderá ser visto em todo o Brasil. Ele aparecerá perto dos planetas Marte e Mercúrio e da estrela Antares, na constelação de Escorpião, logo após o pôr do Sol, baixo no horizonte oeste. Para uma boa observação, é importante procurar um local com horizonte livre e longe da poluição luminosa.

Usar binóculos pode facilitar a visualização, já que o Lemmon estará imerso na claridade do crepúsculo. Aplicativos como Stellarium, Star Walk ou Sky Safari ajudam a localizar o cometa no céu.

E não se esqueça: De acordo com publicação do portal Olhar Digital, esta é a única chance de ver o Lemmon – um visitante que só retornará daqui a mais de um milênio.