
O custo político da implantação de novos pedágios, a pressão da sociedade organizada e de deputados e prefeitos, estão levando o Governador Geraldo Alckmin a voltar atrás nos pontos mais cruciais do Plano de Concessões Rodoviárias do Estado de SP.
Sem que houvesse alguém que soprasse ao seu ouvido, que pedágio em tempos de crise e para começar a cobrar tarifas em ano de eleição (os pedágios estariam operando em 2018), Alckmin paga o preço do desgaste e do recuo.
Na semana passada, Alckmin cancelou os projetos de praças de pedágios na região de Franca, previstas para as rodovias Cândido Portinari (km 427, em Cristais), Ronan Rocha (km 17, em Patrocínio) e Altino Arantes (km 35, em Batatais), após reunião com 10 prefeitos do Comam, precedida de barulhentos protestos da sociedade organizada.

Lote B
Alckmin se reuniu ontem, terça-feira (1), no Palácio dos Bandeirantes com os prefeitos da região de Sorocaba para discutir o projeto de concessão do Lote B do “Novo Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo”, cujo eixo principal é formado pelas rodovias SP-324 (de Vinhedo a Campinas), a SP-79 (de Salto a Sorocaba e de Sorocaba a Piedade), a SP-264 (de Sorocaba a Pilar do Sul) e SP-250 (de Pilar do Sul a Ribeira). No total são 481 quilômetros de rodovias no lote B.
Durante a reunião, Alckmin anunciou a suspensão da concessão de todo o Lote B e da implantação de qualquer pedágio na região. “Tudo será debatido e discutido com calma com a região, analisando os investimentos que poderiam ser feitos, quais os locais que são mais necessários”, explicou.
“Nós vamos trabalhar juntos, sintonizados com a comunidade da região que é a mais interessada no seu desenvolvimento, nos investimentos e na geração de emprego”, acrescentou o governador.



